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Turismo: operadoras indiferentes a consórcio

Operadoras de turismo e entidades do setor têm opiniões diferentes sobre a decisão do Banco Central, adotada na quinta-feira, de liberar a formação de consórcios para o financiamento de viagens internacional. A formação desses consórcios estava suspensa desde o segundo semestre de 1997, quando da crise financeira da Ásia. O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Goiaci Alves Guimarães, vê a medida com certa desconfiança. "É mais uma ferramenta para os agentes, mas durante sua existência anterior, foi pouco utilizada", afirma."Existe o consórcio para viagens nacionais e tanto o consumidor quanto os operadores não se mostraram interessados no sistema", contrapõe o diretor-geral de Vendas da CVC, Valter Patriani. "Não temos indícios de que há público novo para isso", acrescenta. As condições de pagamento oferecidas são mais atraentes que o consórcio, diz. O participante, explica, paga cada parcela com os valores convertidos na cotação do dólar do dia. "Isso não ocorre no nosso financiamento, com os valores convertidos para real e as parcelas, fixas."O presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Ilya Hirsch, acredita que a medida vai atrair um público novo, ampliando o mercado. Para ele, os consórcios deveriam jogar as saídas das viagens para os meses de baixa estação, quando ganhariam tanto o turista quanto companhias aéreas e hotéis. Na hora de optar entre um consórcio ou economizar para uma viagem futura, o consumidor deve levar em conta todas as características de cada um. Economizando, poderá escolher o período para viagem, alterar seu roteiro de viagem, além de ter um gasto menor.

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2001 | 14h29

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