Turista deve ter seguro viagem na mala

No planejamento de uma viagem, para evitar contratempos com acidentes, problemas de saúde, bagagem ou embarque, muitas empresas passaram a oferecer o seguro de viagem. Este serviço é altamente recomendável, principalmente para quem viaja para fora do Brasil e não possui uma assistência médica com rede credenciada no exterior.Hospitais, médicos, remédios, documentos, repatriações e traslados costumam custar muito caro no exterior. O turista deve levar um seguro de viagem para evitar prejuízos futuros. As empresas que atuam no setor estão oferecendo produtos com limites de seguro de acidentes que chegam a até US$ 100 mil. "Um dia de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nos Estados Unidos pode custar US$ 10 mil", disse o gerente de produto da seguradora Fenae Assist, Júlio Corrêa.Os produtos disponíveis no mercado incluem seguro de acidentes, despesas médico-hospitalares, internação hospitalar, acompanhantes para menores de idade internados, atendimento odontológico, seguro por invalidez, seguro de vida, seguro de bagagem, assistência jurídica, seguro contra roubo, seguro contra atraso de vôos, assistência funerária e até repatriação em caso de morte.As seguradoras oferecem ao cliente uma rede credenciada de médicos, advogados e outros prestadores de serviço em vários lugares do mundo. Os contratos de seguro de viagem podem variar de 5 dias há um ano. O turista tem a opção de escolher o contrato conforme seu período de viagem. Mas, antes de adquirir um seguro de viagem, é recomendável fazer uma pesquisa de preços e benefícios. Caso tenha cartão de crédito, o consumidor pode checar junto à administradora do seu cartão se ela oferece assistência viagem ou alguma forma de cobertura. Em alguns casos, as vantagens oferecidas pelo cartão são maiores, em especial para quem compra a passagem aérea com o cartão. Cuidados ao contratar um seguroOs seguros de viagem disponíveis no mercado não possuem muitas diferenças entre si. Os preços variam de acordo com as coberturas escolhidas pelo turistas e o tempo de viagem. Os seguros aceitam, em média, pessoas até 70 anos e não cobrem doenças preexistentes. O consumidor pode conferir nos links abaixo as tabelas completas dos preços e tipos de seguros disponíveis pelas empresas Student Travel Bureau (STB), Fenae Assist e Assist-Card.Nos planos da STB, por exemplo, o consumidor tem três opções para escolher o hospital ou o médico de sua preferência, em caso de acidentes no exterior. A primeira opção é ligar para a central de atendimento e escolher um profissional ou hospital que esteja dentro da rede credenciada da empresa. A segunda opção é dirigir-se ao médico ou hospital de sua preferência, pagar as despesas e depois pedir o reembolso. E, por último, o consumidor pode se dirigir a qualquer médico ou hospital e na hora de pagar a conta ligar para central da STB, que pede para o hospital mandar a conta para a empresa.A gerente de produto da STB, Maria Luiza de Azevedo Souza, alerta que em caso de reembolso ou do pagamento da conta pela empresa, o turista deve estar ciente das cláusulas da apólice que assina ao fechar o contrato. O ideal é que a indicação do médico ou hospital e pagamento sejam feitos diretamente pela empresa, pois se o cliente não cumprir as cláusulas contratuais, não receberá o seu dinheiro de volta. Além disso, ele pode não dispor do dinheiro para quitar as despesas durante a viagem. O passageiro deve sempre verificar se existe uma central de atendimento no Brasil e nos países que visitará. O atendimento pela central e pelo médico em português ou em uma língua que o turista domine também é essencial. Pacotes devem ter seguroOs consumidores devem ser protegidos por seguro contra problemas com pacotes turísticos, segundo deliberação da Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Desde 1º de janeiro de 1999, todos as empresas envolvidas na montagem de um pacote turístico devem ter um contrato entre si. Além disso, o pacote tem de ter um seguro de viagem que compense danos aos consumidores. Caso a determinação não seja obedecida, as empresas podem ser multadas.Veja a seguir matéria indicando como o consumidor pode aplicar o dinheiro que está guardando para viajar para o exterior.

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