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Turquia eleva compulsório dos bancos um dia após cortar juro

País tenta evitar o superaquecimento da economia e conter o fluxo de recursos especulativos

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2010 | 10h00

O banco central da Turquia elevou o compulsório dos bancos nesta sexta-feira, um dia após anunciar corte de juro, numa tentativa de evitar o superaquecimento da economia e conter o fluxo de entrada de recursos especulativos ao país.

O banco disse que a taxa do compulsório sobre os depósitos para um ano será elevado para 8%, do nível atual de 6%, recolhendo cerca de 7,6 bilhões de liras turcas do mercado e reduzindo o montante disponível ao empréstimo nos bancos. O banco central acrescentou que a taxa de reserva de capital será de 7% sobre os depósitos até seis meses, de 6% sobre os depósitos com vencimento de até um ano e de 5% para os depósitos de um ano ou acima disso. A taxa de reserva de capital sobre moedas estrangeiras permanece em 11%.

As mudanças foram sinalizadas na semana passada pelo vice-presidente do banco central, Erdem Basci, quando disse que o banco poderia flexibilizar sua política, alterando para o financiamento estrangeiro de longo prazo o crescente déficit em conta corrente da Turquia, ao invés de cobrir o déficit com recursos "especulativos" de curto prazo.

Economistas disseram que a elevação do compulsório - que não moveu a lira, mas sustentou as ações no começo do dia - irá diminuir a esperada pressão de baixa da moeda após o corte do juro ontem, e terá efeito neutro para os preços dos títulos do governo. Os economistas enfatizaram ainda que o banco central enfrenta dificuldades para conter o capital especulativo e evitar o crescimento excessivo da economia.

"A Turquia está tendo de encontrar políticas para orientar a economia por meio desse estágio de desempenho superior ao resto do mundo, em consequência de uma sólida política adotada no passado", disse o economista da CA Chevreaux em Viena, Simon Quijano-Evans.

A economia turca expandiu-se 8,9% em nove meses até outubro, um dos crescimentos mais acelerados dentro do G-20. O crescimento é sustentado por taxas de juro em nível recorde de baixa, após 13 cortes de juro aplicados desde outubro de 2008, quando a taxa estava em 16,75%. As informações são da Dow Jones.

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