TV digital terá mais R$ 1 bi em financiamento, afirma BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ontem ter alocado R$ 1 bilhão adicionais para a linha que pretende baratear o custo final dos conversores para a TV digital. A informação faz parte de carta enviada pelo presidente do banco, Luciano Coutinho, à imprensa, um dia depois de a instituição ter explicado que a linha de R$ 1 bilhão fazia parte de um programa para a televisão digital lançado em fevereiro, com o mesmo orçamento inicial de R$ 1 bilhão, que até agora praticamente não foi usado.A sucessão de informações contraditórias começou no domingo, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma linha de apoio ao varejo para a comercialização dos conversores, no valor de R$ 1 bilhão. No dia seguinte, a informação era de que a nova linha era apenas uma parte do Programa de Apoio à Implementação do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Protvd), que já financiava fornecedores de equipamentos, emissoras de TV e produtores de conteúdo.Na prática, a linha inicial de R$ 1 bilhão do Protvd, vigente até 2013, foi subutilizada: apenas R$ 9 milhões foram contratados, ou seja, há R$ 991 milhões disponíveis e que facilmente poderiam ser realocados para a linha do varejo.Ontem, Coutinho preparou uma carta informando que "o programa conta agora com recursos adicionais de R$ 1 bilhão, para, em consonância com os objetivos traçados pelo governo federal, ampliar o acesso de toda a população brasileira à nova tecnologia".O comunicado confirma que a linha é nova, e que não faltarão recursos para o Protvd. "Para que não paire nenhuma dúvida, venho a público esclarecer que o BNDES lançou uma nova linha de R$ 1 bilhão para financiar a rede varejista na comercialização dos conversores de TV digital, conforme anunciado pelo presidente Lula, no domingo, 2 de dezembro", registra a carta, citando que a linha se insere no âmbito do Protvd.Uma fonte da instituição comentou ontem que, na prática, haverá recursos tanto para as três linha do Protvd, no montante necessário, quanto para a nova linha, se a demanda exigir. Assim, para essa fonte, a discussão, na verdade, não faz sentido prático.

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