Twitter do Estadão foi o mais popular durante os protestos em SP

Republicações de tweets do perfil do ‘Estado’ representaram 10,5% do total de menções da palavra ‘tarifa’ na rede social durante o protesto do dia 13 de junho

O Estado de S. Paulo,

27 de junho de 2013 | 19h37

O perfil no Twitter do Estado (@estadao) foi o mais ativo e popular durante a cobertura dos protestos que no início reuniram manifestantes contrários ao aumento das tarifas do transporte público pelo Brasil. A constatação é de um levantamento realizado pelo professor Fabio Malini, um dos coordenadores do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (Labic/Ufes).

Para chegar a essa conclusão, Malini analisou mais de 17 mil tweets (mensagens enviadas por usuários do Twitter) publicados entre 17h e 23h50 do dia 13 de junho relacionados às manifestações. A palavra "tarifa" foi usada para fazer o recorte da análise. "Nesse dia tivemos um contexto de ampliação da base de indignação das pessoas sobre os temas dos protestos", diz o professor.

Naquele data, os protestos ganharam maior dimensão depois da reação violenta da polícia para dispersar os manifestantes em São Paulo. A segunda-feira seguinte (17) foi o primeiro grande dia de protestos nacionais, que reuniram mais de 230 mil manifestantes pelo País.

Para realizar o estudo, o professor utilizou um conjunto de softwares que fazem a extração, o processamento e a visualização dos dados da rede social. Assim, foi possível visualizar que o perfil @estadao (http://www.twitter.com/estadao) foi o que teve maior número de retweets (republicações de mensagens por outros usuários) e menções na cobertura dos protestos, representando 10,5% de todas as republicações que continham a palavra "tarifa".

Segundo Malini, a imprensa tem o papel de autoridade nas redes sociais, pois autentica a veracidade das informações. "O fato de o Estadão aparecer em destaque é devido à sua autoridade entre os tweeteiros", analisa.

De acordo com o professor, o perfil do Estado no Twitter acompanhou todo o protesto de perto e observou o fluxo daquilo que era noticiado por várias fontes, como os ativistas na rua e demais veículos da imprensa online. Assim, conseguiu alcançar pessoas com diferentes visões sobre os protestos. "É um elemento novo, o Estadão conseguiu mobilizar uma pluralidade de perspectivas", diz Malini.

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