EFE
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Uber oferece viagens gratuitas durante protesto de taxistas na Cidade do México

Aplicativo ofereceu duas viagens de graça, valendo até US$ 9,82 cada uma, para usuários nesta segunda-feira, enquanto taxistas protestavam na capital mexicana contra possíveis regulações sobre serviços de contratação de corridas

O Estado de S. Paulo

26 Maio 2015 | 12h34

Usuários do Uber na Cidade do México tiveram a oportunidade de utilizar os serviços do aplicativo gratuitamente nesta segunda-feira, durante um protesto de taxistas da capital mexicana contra possíveis regulações sobre serviços de contratação de corridas como os da empresa e do Cabify.

"Como hoje [segunda-feira] é um dia difícil para circular, decidimos dar corridas pelo Uber para todos os usuários, pois #MexicoDoesntStop (o México não para) e #UberDoesntStop (o Uber não para)", disse a companhia em seu website. Os usuários poderiam realizar duas viagens valendo até 150 pesos (US$ 9,82) cada uma de graça.

A manifestação desta segunda-feira fez parte de uma série de marchas e bloqueios de ruas de taxistas na capital mexicana, em protesto contra a possível legitimização do que eles alegam ser um serviço ilegal.

O governo municipal da cidade, por sua vez, tem organizado conversas para ajudar a determinar qual a melhor maneira de regular serviços como o Uber. O serviço começou a funcionar na cidade em 2013 e diz ter cerca de 300 mil usuários na Cidade do México.

Aplicativo polêmico. Presente em mais de 300 cidades de 57 países, o Uber tem enfrentado problemas judiciais, além da resistência de associações de taxistas, por onde tenta abrir operações. Para se ter uma ideia, a plataforma, que conecta motoristas particulares e passageiros, já foi proibida em cidades nos Estados Unidos, Espanha, Índia, Alemanha e Portugal.

No Brasil, o aplicativo é considerado legal, embora já tenha enfrentado problemas judiciais. No dia 28 de Abril, a Justiça de São Paulo concedeu uma liminar atendendo à demanda dos taxistas determinando a suspensão do aplicativo no País, por considerar que a plataforma presta um “serviço clandestino”.

Poucos dias depois, entretanto, a liminar foi revogada. A juíza Fernanda Gomes Camacho, da 19ª Vara Civil, entendeu que uma ação desse tipo tem de ser pleiteada pelo Ministério Público e não por um sindicato, por envolver interesses coletivos.

A plataforma também já foi alvo de protestos no País. No dia oito de abril, motoristas de táxi fizeram um protesto nacional, acusando o aplicativo de promover concorrência desleal. / COM INFORMAÇÕES DA REUTERS

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