TV Estadão | 27.08.2015
TV Estadão | 27.08.2015

Uber reforça pesquisa sobre carros autônomos

Empresa com valor de mercado já superior a US$ 50 bilhões convidou dois especialistas que já hackearam um Jeep

O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2015 | 03h06

O Uber, empresa que oferece serviço de motoristas privados pelo celular, contratou dois grandes pesquisadores em segurança de veículos que chegam para acelerar a pesquisa da companhia voltada para automóveis autônomos, que dispensam motoristas para se deslocar.

Charlie Miller, que trabalhou no Twitter, e Chris Valasek, ex-funcionário da empresa de segurança IOActive, abandonaram suas antigas posições na sexta-feira e se juntarão ao Uber nesta semana.

Miller e Valasek ganharam ampla atenção neste mês após demonstrarem que poderiam hackear um modelo Jeep em movimento remotamente, usando apenas um computador. A dupla conseguia, assim, acionar a buzina, bem como desligar o painel, mudar estações de rádio, controlar o volante, o limpador de vidros, retrovisores e os freios.

O Uber disse que Miller e Valasek vão se juntar ao Centro de Tecnologias Avançadas da empresa, um laboratório de pesquisa que o Uber abriu nos Estados Unidos em fevereiro e contratou dúzias de especialistas em veículos autônomos.

Uma porta-voz do Uber disse que Miller e Valasek trabalharão com os principais funcionários de segurança “para continuar a construir um programa de segurança de nível mundial no Uber”.

O Uber espera que, com suas pesquisas, um dia substituir seus centenas de milhares de motoristas contratados por carros que circulem sozinhos. Para isso, a empresa com sede em São Francisco cooptou pesquisadores de centros de pesquisa e universidades importantes no País. 

Na última terça, executivos da empresa ofereceram dinheiro para financiar pesquisas sobre tecnologia de mapeamento e segurança para veículos autônomos na Universidade do Arizona, onde o Uber pretende testar seus veículos. 

O trato veio logo depois de uma polêmica com a Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh (Pensilvânia), da qual o Uber contratou mais de 40 de seus principais cientistas e pesquisadores, deixando uma das principais instituições de pesquisa de robótica do mundo desfalcada. /REUTERS

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