UBS anuncia lucro de US$ 1,9 bi no 2º trimestre

A economia suíça respira aliviada. Ontem, o maior banco do país dos bancos, o UBS, anunciou lucros de US$ 1,9 bilhão apenas no segundo trimestre de 2010. Há poucos dias, foi a vez de o Credit Suisse informar que também havia lucrado. Os resultados marcam uma reviravolta, após dois anos de tensões e do temor de quebra do maior setor da economia suíça.

Jamil Chade / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

Em 2008 e 2009, o UBS registrou o maior prejuízo do setor corporativo da história da Suíça e se envolveu em casos polêmicos sobre lavagem de dinheiro nos Estados Unidos e no Brasil, até mesmo com a prisão de alguns de seus banqueiros.

Agora, os cálculos do UBS são de alta de 60% nos lucros em apenas um trimestre, graças ao resultado de seu banco de investimento e do desempenho de seu private banking. Há um ano, ainda havia uma perda de US$ 1,4 bilhão.

O banco só não conseguiu frear totalmente o ritmo de saques. No trimestre, foram US$ 4,9 bilhões. Mas o resultado mostrou que há uma volta da confiança dos clientes. No primeiro trimestre, os saques chegaram a US$ 8 bilhões.

Asiáticos e europeus voltaram a depositar. Mas clientes americanos continuam hesitantes, principalmente após a comprovação de que o UBS estava ajudando empresários americanos a escapar do fisco.

Mesmo assim, o mercado comemorou. Isso porque a previsão era de lucro máximo de US$ 1,3 bilhão. O resultado foi uma corrida pelas ações do banco, que chegaram a subir 9,5% na bolsa de Zurique. "O que obtivemos é um bom resultado e mostra que estamos no caminho certo", disse Oswald Grubel, CEO do banco. Sobre o futuro, ele mantém a cautela, alertando que as condições do mercado continuam "incertas".

No Brasil, o UBS havia sido obrigado a vender o Pactual para começar sua reestruturação. Voltou ao País com a compra da Link Investimentos por R$ 195 milhões (cerca de US$ 112 milhões), em um sinal de que voltou a pensar em expansão. / J.C.

Teste secreto

O BC da Índia anunciou ontem que também aplicará em seus bancos um teste de estresse.Mas, ao contrário de americanos e europeus, não vai revelar os resultados de cada balanço.

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