UBS demite mais 2 mil em seu banco de investimento

O UBS AG disse nesta sexta-feira que irá cortar mais 2 mil empregos em seu problemático banco de investimento e fechar a maior parte de seus negócios de commodities, mas ressaltou que continuará sendo universal e que não se afastará totalmente do setor de banco de investimento. A notícia é dada apenas um dia após o maior administrador de riquezas do mundo anunciar que espera um pequeno lucro no terceiro trimestre após um ano de perdas, sugerindo que a instituição começou a se recuperar mesmo em meio à crise global. A redução de 2 mil empregos somam-se aos 4.100 cortes no banco de investimento feitos no ano passado. A incursão do banco de investimento em ativos de risco, como de hipotecas subprime dos EUA, forçou o UBS a registrar uma baixa contábil de 42 bilhões de dólares, a maior já divulgada na Europa. Uma porta-voz do UBS disse que as demissões se concentrarão nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, mas afirmou que também haverá cortes na Ásia e na Suíça. As reduções serão feitas "rapidamente" e a meta deverá ser cumprida até o final do ano. Com o corte de mais 2 mil postos, o UBS reduzirá a força de trabalho de seu banco de investimento em cerca de um quarto, para 17 mil, desde o pico atingido no terceiro trimestre de 2007. As ações do UBS subiam 6,38 por cento pela manhã, estendendo a alta da véspera resultante da notícia sobre a previsão de lucro no terceiro trimestre. No ano, no entanto, a ação tem queda de dois terços sobre o patamar do ano passado, quando a instituição informou seu primeiro prejuízo em nove anos. "A base de receita no banco de investimento provavelmente está caindo tão rapidamente quanto a base de custos, dadas as condições do mercado. Duvidamos que essas demissões sejam as últimas", disse Peter Thorne, do Helvea.

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