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UBS pede apoio de investidores a injeção de capital de US$12 bi

O presidente do conselho doUBS, Marcel Ospel, que enfrenta a fúria de investidores porcausa de grandes perdas com créditos de risco, informou que é"absolutamente necessário" os acionistas apoiarem uma injeçãode capital de 13 bilhões de francos suíços (11,94 bilhões dedólares) de Cingapura e de um investidor do Oriente Médio. "Hoje precisamos de seu apoio para um fortalecimento maciçode nossa base de capital", disse Ospel em reuniãoextraordinária com acionistas. "Acreditamos que esta medida éabsolutamente necessária." Ospel tem sobrevivido no comando do gigante suíço depoisafastar importantes gerentes no ano passado. O banco sofreubaixas contábeis de 18 bilhões de dólares após investimentosdesastrosos em ativos vinculados a hipotecas de risco dosEstados Unidos. As piores baixas contábeis entre instituições financeirasda Europa geraram prejuízo em 2007, o primeiro do UBS desde suacriação e forçou a instituição a buscar 19 bilhões de francossuíços em capital emergencial para reparar suas contas. Apesar de enfrentar pedidos para sua saída, Ospel afirmaque ele não "abandonará de maneira imprudente" suasresponsabilidades. "Pretendo garantir que o UBS retorne à rotade sucesso." Ele afirmou ainda que o UBS vai redobrar esforços paracortar suas exposições a ativos vinculados a hipotecas. O banco julgou mal tendências de mercado com osinvestimentos em créditos de risco e falhou em reagiradequadamente, disse Ospel. "Julgamos certos mercados demaneira errada. E subsequentemente nós notamos este erro, maspor causa da rápida evolução dos eventos não fomos capazes dereagir a tempo." Mais cedo, milhares de acionistas se dirigiram para umaarena esportiva na Basiléia para uma assembléia de emergênciaque começou às 6h (horário de Brasília) e está sendoconsiderada como a mais importante reunião de investidores dahistória do UBS. A reunião pode durar a maior parte do diaantes que a injeção de capital seja votada. "Eu creio que o melhor seria se todo o conselho deadministração seja substituído e que suas aposentadoriasretiradas", disse um acionista suíço visivelmente irritado. "Sevocês tivessem ouvido os alertas anteriores, tudo isso nãoteria acontecido." Os acionistas terão de votar sobre a emissão de 11 bilhõesde francos em títulos conversíveis em ações do UBS para aCorporação de Investimento do Governo de Cingapura (GIC). A proposta também envolve votação de uma outra emissão de 2bilhões de francos em títulos conversíveis para um investidordo Oriente Médio que não teve sua identidade revelada. O UBS também planeja ampliar seu capital em mais 6,4bilhões de francos com a substituição de dividendo de 2007 emdinheiro por dividendo em ações e por meio da venda de açõesdisponíveis em sua tesouraria. O valor das ações do UBS caiu mais de 50 por cento desdemeados de 2007 e analistas consideram que há poucas chances dosacionistas rejeitarem a moção de aumento de capital dado otamanho das perdas do banco.

THOMAS ATKINS, REUTERS

27 de fevereiro de 2008 | 10h40

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