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UBS teme impacto nos lucros

Banco reafirma planos de investimento no Brasil

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2015 | 00h00

As turbulências no mercado financeiro poderão ter conseqüências para os lucros dos maiores bancos do mundo no segundo semestre. Isso é o que indicou ontem o banco suíço UBS ao publicar seu resultado no segundo trimestre. Apesar do lucro recorde, a mensagem do UBS foi de alerta. O UBS, porém, diz que uma eventual queda não terá impacto nos planos do banco para o Brasil.O banco apresentou lucro recorde no segundo trimestre de US$ 4,7 bilhões. Se for incluída a venda de ações do banco Julius Baer, o crescimento do lucro do UBS atinge 79%. No segundo semestre de 2006, os lucros foram de 5,5 bilhões de francos suíços. Em seu comunicado, o UBS deixou claro que o lucro este ano deve ficar abaixo do de 2006 se a volatilidade continuar. Logo depois de o banco apresentar a análise, suas ações sofreram queda de 3% nas bolsas européias.O UBS ainda revelou que a crise do mercado imobiliário nos EUA contribuiu para uma queda de 230 milhões de francos nos lucros da renda fixa. O banco advertiu que o mercado não está em uma situação confortável e que será necessário um maior volume de informações sobre o setor imobiliário americano para que a calma possa voltar.BRASILOs porta-vozes do banco garantem que a turbulência nos mercados não afeta os planos do UBS no Brasil. ''''O que temos no Brasil é uma estratégia de longo prazo e que não será afetada.'''' Os suíços adquiriram o Banco Pactual e, desde o início do ano, vêm abrindo novas agências.Desde abril, escritórios foram inaugurados em Belo Horizonte e Porto Alegre. Outro foco é o Nordeste, onde o UBS Pactual abriu uma agência em Recife. ''''O escritório permitirá que o UBS aproveite as oportunidades geradas no Nordeste, região que vem crescendo de forma consistente nos últimos anos'''', afirmou o relatório.Em seu relatório, o UBS ainda aponta que o desempenho da gestão de ativos no Brasil foi ''''forte'''' e acabou sendo um dos fatores que possibilitaram uma alta de 11% nos lucros do departamento de Gestão de Ativos do banco em todo o mundo. O mercado brasileiro ainda foi responsável por uma alta na renda operacional, que teve um aumento de 8%.

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