UBS vai reduzir unidade de banco de investimento após crise

Com perdas de US$ 37 bilhões relacionadas aos problemas no mercado de crédito, instituição é a mais atingida

John O'Donnell, da Reuters,

23 de abril de 2008 | 09h32

O UBS sinalizou que reduzirá seu banco de investimento depois que apostas perdidas em títulos vinculados a hipotecas de alto risco geraram ao grupo suíço uma fatura de US$ 37 bilhões. As perdas tornam a instituição financeira a mais atingida pela crise financeira.  Veja também:Financeira dos EUA anuncia grandes perdas e bolsas caemCronologia da crise financeira  Entenda a crise nos Estados Unidos   O novo presidente-executivo do grupo suíço disse aos acionistas na quarta-feira que o banco de investimento não poderá mais usar a base de clientes do UBS para refinanciar seus negócios, cortando assim sua fonte de recursos.  "O capital exigido pelo banco de investimento para futuro crescimento deve ser gerado por ele mesmo", disse Marcel Rohner aos acionistas. "Os excedentes da unidade de administração de riqueza será devolvido aos acionistas".  Investidores do UBS se reuniram nesta quarta-feira, 23, para considerar um segundo aumento de capital emergencial dentro de meses para equilibrar as contas do banco em meio à crise de hipotecas de alto risco. A reunião também deve apontar um novo presidente do conselho em substituição de Marcel Ospel.  Esta semana, o UBS culpou falhas no controle de risco e falta de foco no crescimento da receita por seus problemas, afirmando que deixou o crescimento de sua unidade de banco de investimento sair do controle.  O banco suíço pedirá aos acionistas para aprovarem um outro aumento de capital no valor de 15 bilhões de francos suíços (US$ 15 bilhões), depois da venda de 13 bilhões de francos suíços em ações para o governo de Cingapura e de um outro valor para um investidor do Oriente Médio que não teve sua identidade revelada.  O provável sucessor de Marcel Ospel, que comandou o banco com mão de ferro, é o advogado Peter Kurer, que terá de lidar com acionista furiosos, muitos deles pedindo uma cisão da unidade de banco de investimento do grupo.

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