UBS volta a operar com gestão de fortunas no Brasil

Plano do banco suíço é estar entre os cinco maiores do País neste setor[br]no médio prazo

Altamiro Silva Júnior, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

O banco suíço UBS voltou a operar com gestão de fortunas (wealth management) no Brasil. Depois de ficar fora do País por um ano, por causa da crise financeira mundial que afetou fortemente o banco e do fim do acordo com o Pactual, o UBS anunciou ontem que seu plano é estar entre os cinco maiores desse mercado no médio prazo.

Quem vai tocar a área no Brasil é a executiva Fernanda Pasquarelli, que estava no UBS desde 2002 e passou pela Merrill Lynch e pela Vale. A área faz planejamento sucessório, gestão de patrimônio e consultoria empresarial. Normalmente, atende pessoas e famílias com mais de US$ 1 milhão em patrimônio. O banco está de olho nos endinheirados que estão surgindo nas aberturas de capital, fusões e aquisições e com o crescimento da economia, que tem gerado novos empreendedores em todo o Brasil, destaca Fernanda.

A gestão de fortunas é o principal negócio do UBS no mundo, respondendo por mais de 50% das receitas globais do banco. A instituição tem cerca de US$ 2 trilhões de ativos sob gestão e está há 150 anos neste mercado.

O UBS está montando um escritório em São Paulo só para cuidar da gestão de fortunas, e tem planos de abrir unidades em outras capitais. O banco também está contratando executivos, diz Fernanda, sem revelar números e o tamanho desejado da equipe.

Corretora. Este é o segundo movimento do UBS no Brasil este ano. No final de abril, o banco comprou a corretora Link. Além disso, entrou com pedido no Banco Central para montar um banco de investimento. Na gestão de fortunas, recebeu licença em junho da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que autorizou a UBS Brasil Administradora de Valores Mobiliários a operar na gestão de recursos.

Além disso, o UBS está lançando também quatro fundos de investimento no Brasil, dentro da estratégia da gestão de fortunas. As carteiras têm investimento mínimo de R$ 300 mil e vão aplicar nos mais diferentes ativos, de títulos de renda fixa pré-fixados a ações, derivativos e câmbio.

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