Ucrânia assina acordo sobre controle de trânsito de gás

Mais cedo, Rússia e União Europeia já haviam assinado protocolo; fluxo está cortado desde quarta

Efe,

10 de janeiro de 2009 | 22h28

A Ucrânia assinou neste sábado, 10, (madrugada de domingo na hora local) o protocolo sobre a comissão de controle do trânsito de gás russo por território ucraniano, assinado nesta tarde por Rússia e União Europeia (UE) e que permite retomar a provisão de combustível à Europa Central - que enfrenta um inverno rigoroso. O fluxo de gás para a Europa está suspenso desde quarta-feira.   Veja também: Rússia e UE assinam acordo sobre gás; falta Ucrânia Galeria de fotos dos países afetados     Pela parte ucraniana o documento foi assinado pela primeira-ministra, Yulia Timoshenko, no final de suas negociações com Mirek Topolanek, chefe de governo da República Tcheca, que exerce a presidência rotativa da UE.   Horas antes, durante a visita de Topolanek a Moscou e suas negociações com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, o protocolo foi assinado pelo vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin, o chefe do consórcio de gás russo Gazprom, Alexei Miller, e o ministro da Indústria e Comércio da República Tcheca, Martin Riman. Segundo declarou Topolanek, o comissário europeu da Energia, Andris Piebalgs, assinou a cópia do documento e está disposto a assinar o original, elaborado com base em dois projetos ucranianos e dois russos.   O documento foi fruto do compromisso de Rússia e Ucrânia, pois, como admitiu o primeiro-ministro tcheco, "vários detalhes técnicos continuam sem ser resolvidos". No entanto, "não podemos permitir que seja destruído o sistema de toda a Europa", disse, e por isso a UE propôs a ambos os países assinarem o texto que reflete concessões recíprocas.   A partir da assinatura do protocolo começa o desdobramento de observadores nas estações de bombeamento russas, ucranianas e dos países fronteiriços da Europa do Leste que deverão controlar a entrada do gás russo na Ucrânia e sua saída para a Europa Central. No dia três de janeiro a Rússia acusou a Ucrânia de roubar o gás destinado aos clientes europeus e cortou a provisão.  Pouco antes, no dia primeiro, também foi suspensa a provisão de gás russo à Ucrânia. As negociações, que durante os últimos três dias foram sustentadas em Moscou por Oleg Dubina, presidente da Naftogaz Ucrânia, não deram resultado.   "Está sendo proposto à Ucrânia comprar a US$ 450 o metro cúbico de gás, preço que praticamente não existe na Europa", disse neste sábado Dubina em seu retorno de Moscou, e expressou a opinião que a partir de agora "as negociações deverão continuar em outro nível", se referindo aos chefes de governo e de Estado.

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