Ucrânia dá sinal verde para acordo do gás com UE e Rússia

Pelo menos quinze países europeus registraram nesta quinta a suspensão no fornecimento do gás natural russo

Gabriel Bueno, da AE

09 de janeiro de 2009 | 08h53

A estatal do gás ucraniana Naftogaz "não se opõe" à presença de observadores da gigante russa OAO Gazprom no território da Ucrânia. A medida é um passo importante para a resolução da disputa em torno do gás entre os dois países."Nós estamos dizendo que não somos contrários" aos monitores da Gazprom, disse nesta sexta-feira o porta-voz da Naftogaz Valentyn Zemlyansky à agência France Presse. Veja também: Galeria de fotos dos países afetados  "O principal é que eles devem ser legítimos e ter um mandato ou do presidente ou do primeiro-ministro da Rússia.", completou o porta-vozO primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse na noite de quinta-feira que a Rússia concordou com o envio de monitores da União Europeia. Porém Moscou também quer que Kiev aceite monitores russos em seu território.A União Europeia informou, na noite desta quinta-feira, que o fornecimento de gás natural da Rússia para o bloco poderá ser retomado, após ter sido fechado um acordo com os russos para monitorar o fornecimento do combustível através da Ucrânia.A União Europeia informou na noite de quinta que o fornecimento de gás natural da Rússia para o bloco poderá ser retomado, após ter sido fechado um acordo com os russos para monitorar o fornecimento do combustível através da Ucrânia. A Rússia havia cortado o fornecimento de gás natural para a Europa na terça-feira, 06, em meio a uma disputa com a Ucrânia sobre o pagamento do combustível. Em 1º de janeiro deste ano, a Rússia cortou o fornecimento de gás natural à Ucrânia, ao alegar que a estatal ucraniana, a Naftogaz, não pagou dívidas de US$ 1,5 bilhão e não concordou com o aumento nos preços do combustível. Pelo menos quinze países europeus - Áustria, Bulgária, Bósnia, Croácia, República Checa, França, Grécia, Hungria, Itália, Macedônia, Romênia, Sérvia, Eslováquia, Eslovênia e Turquia - registraram nesta quinta a suspensão no fornecimento do gás natural russo. A Alemanha e a Polônia registraram quedas substanciais no fornecimento. A Eslováquia declarou estado de emergência e ordenou a 1.000 indústrias no país que reduzissem o consumo do combustível. Mas fábricas na Bulgária e Hungria também já foram prejudicadas

Tudo o que sabemos sobre:
UcrâniagásRússiaUE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.