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UE age para impedir ajuda de governo francês à Alstom

Comissão da União Européia decidiu se movimentar para impedir que o governo francês socorra o conglomerado de engenharia Alstom. A comissão anunciou a abertura de uma investigação oficial sobre o pacote de ajuda de 7 bilhões de euros à Alstom e determinou que a França não siga em frente na sua tentativa de ampliar o capital na empresa. No entanto, a comissão manteve a porta aberta para que ocorra uma injeção de fundos de curto prazo. O comissionário responsável por questões de competitividade na comissão, Mario Monti, disse que as negociações sobre o assunto se prolongarão até 22 de setembro. "A comissão pretende dar uma oportunidade final antes de dar andamento às injunções", afirmou Monti. Mas a comissão alertou que a França não deve fornecer ajudas adicionais, enquanto essas negociações estiverem em andamento. A comissão estima que a ajuda do governo francês no plano de ajuda à Alstom pode totalizar 3,175 bilhões de euros, do total de 7,1 bilhões de euros. Segundo a comissão, o governo francês deu à companhia 300 milhões de euros em 2 de agosto e garantiu 65% de uma linha de crédito de 3,5 bilhões de euros. Além disso, o governo francês pretende desembolsar mais 300 milhões de euros para ampliar o capital na empresa, além de financiar outros 300 milhões de euros em empréstimos até o final de setembro. A comissão alertou para que Paris não siga em frente com essas medidas até que haja uma decisão formal de Bruxelas. Ações despencamAs negociações com ações da Alstom foram suspensas na Bolsa de Paris por um período indeterminado a pedido da própria empresa. Antes da suspensão, os papéis da companhia caíam 8,5%, para 2,79 euros, com os investidores reagindo com nervosismo à decisão da Comissão da União Européia de bloquear o pacote de auxílio à empresa liderado pelo governo francês. As informações são da agência Dow Jones.

Agencia Estado,

17 de setembro de 2003 | 10h34

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