UE apóia Mandelson em conversas da OMC apesar de França e Itália

Os negociadores europeus ganharam oapoio da maioria dos países da União Européia neste sábado parapressionar com uma proposta para salva o acordo de comércioglobal, mas França, Itália e alguns outros países expressarampreocupações sobre como as conversações estão sendo feitas. As negociações de Doha por um acordo global foram lançadasem 2001 para impulsionar a economia mundial e ajudar a combatera pobreza. As chances de um foram descartadas mais cedo nesta semanadevido a um impasse nas conversações, mas elas foramrevitalizadas na sexta-feira quando novas propostas decompromissos foram bem recebidas por atores chaves da OMC. "Ainda existem buracos na estrada... Mas nós estamos maisperto de um acordo do que jamais estivemos nesses últimos seteanos", afirmou o comissário do comércio da UE, Peter Mandelson,a repórteres no sexto dia de conversas intensivas. Sem um avanço agora, as conversas podem ser congeladas pormais um ou dois anos, devido às mudanças de administrações nosEstados Unidos e União Européia e eleições na Índia. Apenas poucos países da UE, incluindo aquele que detêm apresidência da UE, a França, se opuseram às propostas pedindomais conversas quando Mandelson informou o bloco, segundoautoridades que estavam presentes à reunião. Mandelson negocia acordos pelos 27 países da UE mas osmembros têm o poder de vetar um acordo final. O comissário britânico foi atacado pelo presidente francês,Nicolas Sarkozy, por oferecer demais na agricultura e conseguirpouco retorno em bens industriais, ponto chave para aexportação européia de carros e produtos químicos e têxteis. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmouneste sábado que ele e Sarkozy possuem "preocupações profundas"sobre as propostas e irão permanecer em contato enquanto asconversações continuam. Mandelson afirmou que irá encontrar "muita dificuldadepolítica" para avançar sem um acordo nas chamadas IndicaçõesGeográficas que são combatidas por Estados Unidos e Canadá.Eles temem que seus exportadores de alimentos sejam levados àfalência com tais regras. A Alemanha, maior exportador de bens cujo apoio é crucialpara as esperanças de Mandelson de frustrar os opositoresfranceses, apoiou o acordo proposto na OMC apesar de ter sedesapontado por países como a Índia e Brasil poderem protegergrande parte de seus setores industriais dos cortes de tarifas. Um diplomata afirmou que as negociações da OMC,originalmente agendadas para serem finalizadas neste sábado, seestenderão até quarta-feira, mas um porta-voz da OMC afirmouque não existe uma data formal para o encerramento. O foco das conversas deste sábado mudou para serviços, comos países sinalizando quais são os setores --como seguros outelecomunicações-- que eles estão preparados para abrir.

WILLIAM SCHOMBERG AND DOUG PALMER, REUTERS

26 de julho de 2008 | 14h18

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