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UE aprova plano de resgate de 200 bilhões de euros

Pacote deverá estimular investimentos, geração de empregos e consumo.

Márcia Bizzotto, BBC

12 de dezembro de 2008 | 13h33

Os governantes dos 27 países da União Européia (UE) aprovaram nesta sexta-feira um pacote de resgate econômico de 200 bilhões de euros (cerca de R$ 637 bilhões), o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco, para um período de dois anos."A Europa concordou por unanimidade e está unida na decisão de tomar ações substanciais de forma coordenada", disse o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, em uma entrevista coletiva antes do encerramento da cúpula européia, em Bruxelas.Com isso, os líderes europeus esperam estimular os investimentos na indústria, a criação de empregos e recuperar o consumo, medidas consideradas fundamentais para ajudar os países que usam o euro como moeda oficial a sair da primeira recessão de sua história, confirmada em novembro.O valor do plano elaborado pela Comissão Européia (braço Executivo da União Européia) havia sido criticado por ministros da Economia de muitos países por corresponder a quase o dobro do orçamento do bloco para este ano, de 110 bilhões de euros (cerca de R$ 351 bilhões), e por isso estava em aberto no rascunho de conclusões da reunião.ResistênciaA Alemanha era o país mais resistente e se recusava a gastar mais para salvar sua economia depois de já ter comprometido 32 bilhões de euros (R$ 102 bilhões).O Reino Unido também já adotou individualmente um pacote de incentivos fiscais no valor de cerca de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 71 bilhões) e reduziu o Imposto sobre Valor Agregado (VAT, na sigla em inglês) de 17,5% para 15%.Ainda assim, Brown saiu em defesa do plano europeu e pediu que os demais países também aceitem cortar os impostos.No entanto, para conseguir o apoio de todos os 27, decidiu-se que cada país poderá eleger as medidas que considere apropriadas, "de acordo com sua situação particular", segundo o documento de conclusão da cúpula.InvestimentosDo valor total do pacote, 170 bilhões de euros (R$ 540 bilhões) serão resultado de incentivos fiscais que os governos nacionais deverão conceder. Em contrapartida, terão flexibilidade para ultrapassar temporariamente o teto de 3% de déficit estabelecido pelo Pacto de Estabilidade europeu.Outros 15 bilhões de euros (R$ 48 bilhões) virão de um aporte do Banco Europeu de Investimentos (BEI), cujo capital será ampliado para 60 bilhões de euros (R$ 190 bilhões), e o restante será proveniente do orçamento da União Européia.Os incentivos previstos pelo pacote deverão ser usados pela indústria européia para desenvolver linhas de produção mais modernas e limpas e produtos com maior eficiência energética e menor emissão de gases que provocam o efeito estufa.É o que o presidente do Executivo, José Manuel Durão Barroso, chama de "investimento inteligente". "Dessa forma, transformamos uma crise em oportunidade de crescer, inovar, criar empregos e combater as mudanças climáticas", disse Durão Barroso.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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