UE autoriza fusão da Universal e EMI, mas impõe venda de ativos

A Universal foi obrigada a fazer concessões cada vez maiores para conseguir aprovação do negócio, avaliado em US$ 1,9 bilhão

Sergio Caldas, da Agência Estado,

21 de setembro de 2012 | 10h11

BRUXELAS - A União Europeia autorizou hoje a compra da gravadora britânica EMI pela rival Universal, mas impôs duras condições para aprovar o negócio, avaliado em US$ 1,9 bilhão.

A Universal, controlada pelo grupo francês Vivendi, terá de vender vários ativos da EMI, segundo determinação da Comissão Europeia, braço executivo da UE.

 

A decisão marca o fim de um longo processo na qual a Universal, maior gravadora do mundo, foi obrigada a fazer concessões cada vez maiores para garantir a aprovação do acordo.

O temor dos reguladores europeus tinha a ver com a participação de mercado que a empresa resultante da fusão terá. Em alguns países, como o Reino Unido, a Universal-EMI terá uma fatia de mercado bem acima de 40%.

A Universal terá de abrir mão de ativos da EMI que geram receitas anuais de cerca de 350 milhões de euros (US$ 457 milhões) na Europa, incluindo o selo Parlophone, que conta em seu catálogo com artistas como os grupos Coldplay e Gorillaz. O catálogo dos Beatles foi excluído do acordo.

Pelo trato, a Universal venderá unidades da EMI em dez países europeus, incluindo França, Espanha, Suécia e Polônia. As informações são da Dow Jones. 

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