UE concorda com ajuda coordenada ao setor automotivo

Ministros concordaram que o setor precisa de ajuda e disseram que é preciso coordenador com equilíbrio

Marcílio Souza, da Agência Estado

16 de janeiro de 2009 | 14h05

Os países da União Europeia concordaram em fornecer ajuda coordenada ao setor automotivo da região durante o atual período de crise econômica, disse o comissário da UE para a Indústria, Guenter Verheugen, nesta sexta-feira.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Ele convidou ministros dos 27 países que fazem parte do bloco para se reunirem com ele em Bruxelas e discutirem o que chamou de perspectiva "brutal" para o setor. Os ministros concordaram que o setor precisa de ajuda governamental e disseram que essas medidas precisam ser coordenadas com o objetivo de preservar o equilíbrio na UE, afirmou Verheugen em coletiva após o encontro.   Parte dos planos de ajuda estatal da UE incluirá apoio para obter financiamento, enquanto outros esquemas vão se concentrar na fabricação de carros mais eficientes no uso de energia, de acordo com Verheugen. Ele acrescentou que mais medidas concretas serão analisadas pelos ministros em março. Além da ajuda proveniente dos governos nacionais, o Banco de Investimento Europeu vai ampliar em 15 bilhões de euros seus empréstimos em 2009 e 2010, dos quais uma porção significativa irá para montadoras e fornecedoras de autopeças.   Alguns Estados membros, inclusive Suécia e Espanha, já tomaram medidas para ajudar os fabricantes de automóveis e de autopeças, incluindo incentivos para trocar veículos velhos e benefícios fiscais para os automóveis que causam menor impacto sobre o meio ambiente. Outros países, incluindo a França, estudam dar nova ajuda para companhias como Renault e Peugeot Citröen.   Verheugen acrescentou que a UE terá de prestar atenção à ajuda que o governo dos EUA der às três grandes montadoras de Detroit (Ford, GM e Chrysler). Até o momento, os EUA apenas concordaram em ajudar o setor até o final de fevereiro, deixando para que o governo de Barack Obama decida sobre os termos de quaisquer outros planos maiores.   "Seja o que for que os EUA decidirem, eles terão de respeitar as regras da OMC", disse Verheugen à agência Dow Jones. Os ministros disseram que querem evitar uma corrida por subsídios, tanto dentro do bloco quanto com os EUA. As informações são da Dow Jones.

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