UE considera ajuda de Brasil e emergentes para solucionar crise do euro

Possível opção, a ser avaliada nesta quarta, é mecanismo para atrair investidores estrangeiros privados

Márcia Bizzotto, da BBC,

26 de outubro de 2011 | 13h39

A União Europeia voltou a considerar, durante a cúpula de governantes que está sendo realizada em Bruxelas, nesta quarta-feira, recorrer à ajuda dos países emergentes para conter a crise da dívida soberana na zona do euro.

Uma das opções estudadas nesta quarta-feira pelos governantes da zona do euro para reforçar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) é criar um mecanismo especial de investimento, em parceria com o FMI, para atrair investidores estrangeiros privados e públicos.

Dessa maneira, Brasil, China e outras economias emergentes poderiam comprar títulos públicos dos países europeus com problemas, tanto nos mercados primários como secundários. O FEEF ofereceria garantias contra uma parte das perdas no caso de quebra do país em questão.

A ideia poderá ser aprovada pelos governantes da zona do euro durante uma cúpula de emergência que celebram nesta quarta-feira em Bruxelas. Esta é quarta reunião de alto nível organizada pela UE em menos de uma semana na tentativa de solucionar a crise e evitar que contagie a Itália, a terceira maior economia europeia.

Vantagens

Não está claro o que se ofereceria como vantagens aos novos investidores. Um funcionário europeu explicou à BBC Brasil que ao contribuir com o fundo de resgate europeu, o Brasil teria um forte argumento para exigir um papel mais importante para os países emergentes no FMI.

No entanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já afirmou que o país não tem interesse em comprar títulos europeus. Por outro lado, a China teria se mostrado a favor de contribuir, com a condição de ser reconhecida como economia de mercado. O assunto deverá fazer parte da agenda de uma viagem que o diretor do FEEF, Klaus Regling, realizará ao país na sexta-feira.

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