UE dá 50 milhões de euros ao Mercosul e tenta retomar acordo

A União Européia concedeu nestasegunda-feira 50 milhões de euros ao Mercosul para ajudar naintegração do bloco sul-americano e afirmou que os integrantesdo bloco europeu têm intenção de retomar as negociações,paralisadas há dois anos, para um acordo comercial. "Estamos totalmente dispostos...a tornar realidade umareunião ministerial (entre os dois blocos em 2008)", disse ocomissário europeu de Assuntos Monetários e Econômicos, JoaquínAlmunia, após a assinatura da doação. "Há dificuldades, mas que ainda podemos superar." Almunia havia dito no domingo que representantes dos doisblocos poderiam se reunir em maio de 2008. O Mercosul, porém,voltou a cobrar maior flexibilidade nas propostas européias. "Estamos numa nova etapa da integração, e isso exige que aUE flexibilize suas posições, abra seus mercados", disse ajornalistas Carlos Alvarez, presidente da Secretaria Permanentedo Mercosul. "Tem de haver uma convicção por parte da Europa de que aAmérica Latina e a América do Sul são um sócio estratégico nummundo que queremos que seja multilateral e multipolar",acrescentou. A Europa pede que o Mercosul abra seus mercados industriaise de serviços e dê mais segurança a seus investidores, enquantoo bloco sul-americano acha pouco generoso o acesso aos mercadosdo continente. "A UE reclama uma abertura industrial e de serviços quecomplica o modelo de desenvolvimento que está imperando naregião, e além disso é pouco generosa a abertura dos seusmercados para os produtos primários, que tem a ver com asvantagens competitivas e comparativas que nossas economiastêm", disse Alvarez. Os 50 milhões de euros, sob o conceito de ajudanão-reembolsável, serão destinados ao financiamento de projetosque ajudarão a consolidar a integração econômica. Serão 33milhões de euros até 2010 e outros 17 milhões até 2013. Almunia participa da cúpula semestral do Mercosul, formadopor Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, que acontece nasegunda e terça-feira em Montevidéu. (Por Patricia Avila, reportagem adicional de LucasBergman)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.