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UE defende criação de fundo permanente de resgate de € 940 bi

Melhor maneira de elevar a proteção do bloco seria combinar os fundos temporário e permanente de resgate, mostra documento obtido pela ‘WSJ’

Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de março de 2012 | 08h41

BRUXELAS - Um fundo de resgate permanente de € 940 bilhões (US$ 1,24 trilhão) - criado pela combinação do fundo de resgate temporário, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), com o fundo permanente, o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) - seria a maneira mais convincente e eficiente de aumentar a proteção da zona do euro contra crises, afirma um documento preparado pela Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia.

A ampliação da proteção tem sido considerada uma medida essencial e será um tema importante na reunião dos ministros de Finanças europeus marcada para o fim deste mês em Copenhague, na qual o documento da UE, visto pelo Wall Street Journal, será analisado. Algumas autoridades de Finanças de governos da zona do euro estão discutindo as opções sobre o assunto nesta semana, segundo o jornal.

Somar a EFSF, com capacidade de empréstimo de € 440 bilhões, com o ESM, que deve entrar em vigência em julho deste ano, criaria um fundo de resgate com capacidade total de € 940 bilhões. No entanto, a proposta enfrentaria oposição da Alemanha, que é o principal contribuinte para os recursos e tem pressionado pela manutenção da proteção no volume atual de € 500 bilhões. A Alemanha tem sinalizado que pode permitir que o ESM e a EFSF atuem paralelamente por algum tempo, mas qualquer decisão sobre uma ampliação da capacidade seria um problema político em Berlim.

O documento da Comissão Europeia debate outras duas opções, mas sugere que elas são falhas. A primeira seria aumentar o limite total de empréstimos dos fundos de resgate de € 500 bilhões para € 700 bilhões, dando ao bloco cerca de € 500 bilhões em capacidade não usada - levando em conta em torno de € 200 bilhões em empréstimos já oferecidos para Grécia, Irlanda e Portugal. Mas essa opção ficaria abaixo das expectativas de outros governos e dos participantes dos mercados financeiros.

A segunda opção seria incluir os recursos não usados da EFSF no ESM, dando ao fundo de resgate um total de cerca de € 740 bilhões em capacidade não usada. Mas essa proposta manteria julho de 2013 como a data em que a EFSF seria desativada e os recursos não usados até lá desapareceriam. Com isso, a capacidade de resgate do bloco subiria temporariamente em julho deste ano, quando o ESM começasse a operar, mas voltaria a cair depois de julho de 2013. Essa opção também enfrentaria problemas porque a EFSF e o ESM tentariam levantar recursos nos mercados financeiros ao mesmo tempo.

Segundo o documento, a opção de somar a capacidade da EFSF com o ESM é "a única entre as três que garantiria um aumento permanente na capacidade geral de proteção soberana sob uma estrutura mais eficiente e robusta". As informações são da Dow Jones.

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