UE deveria investir mais na América Latina, diz vice do Bird

Países da União Européia podemencontrar boas oportunidades de investimento na América Latina,sobretudo agora que mercados como Brasil e Peru conseguiramobter a qualificação de "grau de investimento", disse naterça-feira uma alta funcionária do Banco Mundial. Segundo Pámela Cox, vice-presidente para a América Latinado Banco Mundial (Bird), a cúpula entre países europeus elatino-americanos que se realiza nesta semana no Peru pode seruma boa oportunidade para que ambos os continentes estreitemainda mais seus laços comerciais e promovam um intercâmbio deexperiências. "Seria excelente se estimulassem mais investimentos", disseCox em um diálogo telefônico com jornalistas antes do encontro. A funcionária afirmou que países como Espanha e Portugalmantém um grande volume de investimento na região devido alaços culturais e históricos, mas o mesmo não ocorre com osdemais países do continente europeu. Segundo ela, também seria importante que paíseslatino-americanos com relações comerciais muito focadas nosEstados Unidos, como o México, as nações da América Central edo Caribe, buscassem diversificar suas exportações, agregando omercado europeu. A Europa também pode ajudar a região a combater as mudançasclimáticas ao trazer suas tecnologias limpas e seus fundos deinvestimento verdes à América Latina, assim como aocompartilhar suas experiências para reduzir a desigualdadesocial, disse Cox. "Em termos de inclusão social, a União Européia tem muito aensinar", afirmou. A maneira de encarar a desigualdade na América Latina, emcomparação à Europa, não é tão diferente em ambos continentes,assinalou. Mas ela se torna completamente diferente quando secomparam os impostos e o gasto social nas duas regiões. A América Latina em geral sofre porque os governos cobrampoucos impostos e não têm um sistema de tributação progressiva.A implementação de um sistema desse tipo poderia contribuirpara a melhora da renda da população, afirmou Cox. (Reportagem de Adriana Garcia)

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