UE e China concordam em evitar protecionismo durante a crise

Representantes concordam em manter relações comerciais como forma de contrabalançar o impacto negativo

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

30 de janeiro de 2009 | 10h07

A União Europeia e a China concordaram em impulsionar as oportunidades de comércio para as empresas menores, resistir ao protecionismo comercial e pressionar por um acordo global para reduzir tarifas e cortar subsídios, informou a Comissão Europeia. Segundo o chefe da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, os dois lados concordaram em realizar um novo encontro em breve, mas a data ainda não foi definida. Veja também:Países não devem recorrer ao protecionismo, diz BrownSenado dos EUA quer plano ainda mais protecionistaDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Após um encontro nesta sexta-feira, 30, entre a comissária de comércio da União Europeia, Catherine Ashton, e o ministro do Comércio da China, Chen Deming, a comissão disse que os dois lados concordaram em manter fortes relações comerciais como uma maneira de contrabalançar o impacto negativo da crise financeira global. "Precisamos continuar mantendo nossos mercados abertos e criar novas oportunidades para nossas empresas negociarem e investirem", afirmou Ashton, em comunicado. "Mais do que tudo, devemos resistir às pressões protecionistas e buscar uma conclusão da Rodada Doha logo", completou ela, referindo-se às negociações de comércio global iniciadas há oito anos. Essas negociações foram interrompidas no final do ano passado devido a desentendimentos entre EUA, China e Índia. Os países vêm esperando para ver qual posição o presidente dos EUA, Barack Obama, irá adotar nas negociações.

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