UE e Mercosul vêem associação como ´prioridade estratégica´

Apesar da estagnação nas negociações, a União Européia (UE) e o Mercosul reafirmaram neste sábado em Viena, na Áustria, que consideram um acordo de associação entre os dois blocos "uma prioridade estratégica".Assim afirma o comunicado conjunto emitido após uma reunião entre a ´troika´ européia - Áustria, Finlândia e Comissão Européia - e os ministros de Exteriores de Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil, que foi encerrada sem a tradicional entrevista coletiva.As partes consideram que concluir um acordo desse tipo é "um instrumento para fortalecer as relações políticas, econômicas, comerciais e de cooperação" e contribui para reduzir "as disparidades socioeconômicas existentes".Os presentes no encontro apoiaram "um maior avanço das discussões com o objetivo de convocar uma nova reunião de nível ministerial", mas não fixaram uma data.Avanços Segundo o documento, os países do Mercosul informaram aos europeus "sobre os avanços mais recentes no processo de integração regional" e destacaram várias decisões "destinadas ao melhoramento da livre circulação de bens e pessoas dentro do Mercosul, assim como o fortalecimento de seu marco institucional".Pelo lado do Mercosul, participaram da reunião deste sábado a ministra de Assuntos Exteriores do Paraguai, Leila Rachid, o do Uruguai, Reinaldo Gargano, o do Brasil, Celso Amorim, e o da Argentina, Jorge Taiana.A UE e o Mercosul destacaram "a importância da dimensão política de sua associação baseada em uma agenda comum que deverá incluir, entre outros temas, sua adesão aos princípios de respeito dos direitos humanos, democracia e Estado de direito".A UE afirma no documento que centrará sua estratégia regional durante o período 2007-2013 "no apoio aos esforços do Mercosul em completar o mercado comum" e na facilitação da implementação do futuro Acordo de Associação.Apoio Além disso, os dois blocos reiteraram seu apoio ao sistema de comércio multilateral e respaldaram "o compromisso adotado na Conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Hong Kong, de concluir com sucesso em 2006 as negociações lançadas em Doha".Nesse sentido, destacaram "a importância central da dimensão do desenvolvimento em todos os aspectos do Programa de Doha, como foi reiterado na Declaração Ministerial de Hong Kong".

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