UE e Rússia fazem acordo para retomar fornecimento de gás

Rússia havia cortado o envio para a Europa em meio a disputa com a Ucrânia sobre o pagamento do combustível

Agência Estado,

08 de janeiro de 2009 | 21h34

A União Europeia informou, na noite desta quinta-feira, dia 08, que o fornecimento de gás natural da Rússia para o bloco poderá ser retomado, após ter sido fechado um acordo com os russos para monitorar o fornecimento do combustível através da Ucrânia. A Rússia havia cortado o fornecimento de gás natural para a Europa na terça-feira, 06, em meio a uma disputa com a Ucrânia sobre o pagamento do combustível. Em 1º de janeiro deste ano, a Rússia cortou o fornecimento de gás natural à Ucrânia, ao alegar que a estatal ucraniana, a Naftogaz, não pagou dívidas de US$ 1,5 bilhão e não concordou com o aumento nos preços do combustível.   Veja também: Galeria de fotos dos países afetados     O primeiro-ministro da República Checa, Mirek Topolanek, disse que conversou na noite de quinta-feira com o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, e com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e que todos concordaram em como monitorar o gás natural russo que entra e sai da Ucrânia. Cerca de 80% do gás russo vendido à Europa passa por dutos que atravessam a Ucrânia.   Pelo menos quinze países europeus - Áustria, Bulgária, Bósnia, Croácia, República Checa, França, Grécia, Hungria, Itália, Macedônia, Romênia, Sérvia, Eslováquia, Eslovênia e Turquia - registraram nesta quinta a suspensão no fornecimento do gás natural russo. A Alemanha e a Polônia registraram quedas substanciais no fornecimento. A Eslováquia declarou estado de emergência e ordenou a 1.000 indústrias no país que reduzissem o consumo do combustível. Mas fábricas na Bulgária e Hungria também já foram prejudicadas.   O ministro de Economia da Bulgária, Petar Dimitrov, disse que 152 indústrias informaram perdas que totalizam € 4,3 milhões (US$ 5,9 milhões) a cada dia. Na Hungria, o governo pediu às termelétricas que migrem da queima do gás natural para a queima do petróleo ou carvão para gerar eletricidade, mas a mudança leva tempo. Indústrias da fabricante de automóveis Magyar Suzuki e da subsidiária produtora de trens da canadense Bombardier estão paradas. Na Eslováquia, a montadora francesa Peugeot suspendeu a produção de automóveis. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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