UE fecha acordo para reduzir subsídio do açúcar

Depois de dois dias e duas noites reunidos em Bruxelas num clima de divergências, os 25 ministros europeus de Agricultura chegaram a um consenso sobre a reforma do setor de açúcar da União Européia, que recebe subsídios há mais de 40 anos.Ficou estipulado que o preço mínimo pago aos produtores de açúcar será reduzido em 36% num prazo de quatro anos, a partir de maio de 2006. Em troca, os produtores serão compensados em até 64,2% das perdas que terão pela queda do preço, além de receber ajuda para se adaptar às novas condições ou para fechar o negócio.O fundo criado para auxiliar os produtores a se reestruturar nestes quatro anos é de 6,3 bilhões de euros. Atualmente, o preço do açúcar da União Européia é três vezes mais alto do que o do resto do mercado internacional. De acordo com fontes diplomáticas brasileiras, este é um sinal de que a União Européia vai produzir menos açúcar.Porém, estas mesmas fontes avaliam que a medida é insuficiente porque o Brasil e os países em desenvolvimento esperam que o bloco europeu respeite os compromissos estabelecidos na Organização Mundial de Comércio.Ficou determinado, após uma queixa feita por Brasil, Austrália e Tailândia contra a União Européia, que o bloco deveria limitar suas exportações subsidiadas de açúcar para 1,273 milhão de toneladas. Pela determinação, a UE também deveria reduzir suas despesas anuais para esta ajuda dos atuais 1,3 milhão de euros para 500 milhões de euros.A Comissão Européia deve apresentar uma proposta de reforma antes da reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio, que será realizada em dezembro e inclui a eliminação dos subsídios agrícolas.

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