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UE impõe novas barreiras à exportação brasileira

A União Européia (UE) estabelece novas barreiras para a exportação brasileira. Desta vez, o setor atingido é o da pesca. Nesta sexta-feira, em Bruxelas, os veterinários europeus decidiram exigir novos testes dos produtos nacionais diante das condições fitossanitárias consideradas como inadequadas. Além disso, cinco estabelecimentos nacionais foram excluídos da lista de exportadores brasileiros autorizados a vender para a Europa, também por motivos de saúde animal. Bruxelas também renovou sua ameaça de impor novas sanções contra as carnes nacionais. Há meses Brasil e Europa vem travando um enfrentamento diplomática por causa da qualidade dos produtos exportados pelo País. O novo regulamento adotado nesta sexta foi resultado das inspeções realizadas pelos europeus em junho e exige que os exportadores de pescado fresco mostrem certificados de testes laboratoriais para que possam entrar no mercado da UE. "As medidas foram tomadas devido às sérias preocupações sobre a segurança desses produtos para os consumidores", afirmou a UE. Para os europeus, o que não está claro é a capacidade dos laboratórios nacionais de produzirem testes "confiáveis". Bruxelas reconhece que, no Brasil, apenas um laboratório tem condições consideradas como ideais para realizar o teste de histamina no peixe. Contudo, isso é pouco e acaba se transformando em um obstáculo para o exportador. Pela regulamentação que acaba de ser aprovada, o pescado terá de apresentar esse certificado ao desembarcar na Europa ou pelo menos realizar o teste ao chegar no mercado de destino. Os custos desse teste ficariam por conta do exportador brasileiro. A medida atinge principalmente as exportações do Nordeste de atum. No ano passado, as vendas para a Europa chegaram a US$ 5 milhões, mas o volume estava crescendo a cada mês. No mercado europeu, o atum fresco brasileiro é usado para a comercialização de sushi. Outra medida tomada nesta sexta pelos europeus foi a exclusão de cinco estabelecimento pesqueiros da lista dos exportadores autorizados a vender para a Europa. Segundo os veterinários da UE, esses estabelecimentos não atendiam às exigências mínimas de higiene. CarnesSobre as exportações de carne do País, a Europa continua sem uma definição sobre se aplica uma nova restrição ou não. Países como a França e Irlanda insistem que medidas precisam ser tomadas, mas a Comissão Européia prefere debater ainda os resultados das últimas inspeções e esperar inclusive a ida de uma missão ao estado de São Paulo a partir de segunda-feira para avaliar a questão da febre aftosa. "Medidas podem ser tomadas no futuro próximo se algumas deficiências não forem rapidamente e adequadamente lidadas pelas autoridades brasileiras", afirmou a Comissão.

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