Tasso Marcelo/Estadão
Tasso Marcelo/Estadão

UE investiga AB InBev por suspeita de limitar importação de cerveja na Bélgica

Empresa estaria limitando a importação de cervejas de mercados mais baratos nos países vizinhos, como os Países Baixos e a França, para o mercado belga, que é mais caro

Dow Jones Newswires

01 Julho 2016 | 08h49

BRUXELAS - A União Europeia abriu formalmente na quinta-feira uma investigação antitruste sobre as práticas da fabricante de bebidas Anheuser-Busch InBev NV no mercado de cerveja da Bélgica, citando preocupações de que a empresa poderia estar limitando a importação de cervejas de mercados mais baratos nos países vizinhos, como os Países Baixos e a França, para o mercado belga, que é mais caro. 

"Queremos ter certeza de que não existem obstáculos anticoncorrenciais ao comércio de cerveja dentro do Mercado Comum Europeu ...l impedir as importações de cervejas mais baratas de países vizinhos seria contra os interesses dos consumidores e anticoncorrencial", disse Margrethe Vestager, chefe antitruste da Comissão Europeia, órgão antitruste da União Europeia. 

A comissão disse que abriu a investigação por iniciativa própria, mas informou que consumidores, reguladores e parlamentares frequentemente se queixam de que o preço de produtos alimentícios e bebidas do dia-a-dia podem variar muito entre os países onde esses itens são baratos e onde eles custam mais, informou a comissão.

"Estamos cooperando totalmente com a Comissão Europeia. Não seria apropriado comentarmos sobre o conteúdo ou possíveis consequências da investigação em andamento", disse um porta-voz da AB InBev.

O escritório antitruste informou que vai analisar se uma mudança na embalagem das cervejas da AB InBev está dificultando a venda de cervejas de outros países para a Bélgica. A UE afirmou que também vai examinar se a AB InBev impede os varejistas de fora da Bélgica de acessar descontos e produtos para impedi-los de trazer cerveja barata para o país.

Se a UE concluir que AB InBev está infringindo as regras, a multa pode chegar a 10% de sua receita global.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.