finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

UE investigará superávit em conta corrente da Alemanha

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), anunciou hoje que vai fazer uma investigação aprofundada para identificar se o superávit em conta corrente persistentemente alto da Alemanha teve implicações negativas para a maior economia da zona do euro e demais países do bloco.

AE, Agencia Estado

13 de novembro de 2013 | 14h48

O estudo será conduzido dentro do cronograma do novo regime de governança econômica da zona do euro, pelo qual a comissão analisa as nações do bloco em busca de desequilíbrios macroeconômicos.

Se a investigação, que deverá ser concluída durante a primavera europeia, confirmar que a conta corrente alemã gera desequilíbrios, a comissão poderá recomendar a Berlim que tome medidas para lidar com a questão, como abrir mais seu setor de serviços e ampliar a demanda doméstica e os investimentos.

O "padrão de especialização" da Alemanha a transformou no "maior beneficiado no mercado interno", "mas outros países têm especializações distintas" e todos, incluindo os próprios alemães, se beneficiariam com uma abertura maior do setor de serviços, comentou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Tomando cuidado para não ofender a Alemanha, que se orgulha de seus resultados superavitários, a comissão disse em comunicado que o estudo "de forma alguma tem o objetivo de restringir a competitividade ou desempenho exportador da Alemanha" e que os "benefícios da competitividade alemã e sua relevância para o crescimento - da Alemanha e do resto da Europa - são inquestionáveis".

Por outro lado, "superávits também podem ser resultado de expectativas incorretas, má precificação dos riscos ou distorções do mercado, ou podem ainda refletir intervenções mal conduzidas em políticas ou fraquezas da supervisão financeira", afirmou a comissão no comunicado. Fonte: Market News International.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.