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UE investirá € 8 bi em plano de empregos

Voltada para os jovens, medida foi o principal acordo da reunião de cúpula europeia

ANDREI NETTO , CORRESPONDENTE / PARIS , O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2013 | 02h19

Os 27 países da União Europeia chegaram a um acordo ontem, em Bruxelas, para investir até € 8 bilhões entre 2014 e 2015 na criação de postos de trabalho para jovens.

O Plano de Luta contra o Desemprego Juvenil vai estimular o financiamento de micro, pequenas e médias empresas (PMEs), além de criar mecanismos de formação profissional, de estágio, aprendizagem e reconversão. Dados da Comissão Europeia indicam que o nível médio de jovens de até 25 anos inativos chega a 23,5% na Europa, mas supera 60% na Grécia.

Os recursos faziam parte do orçamento da UE para os anos 2014-2020, mas serão desbloqueados para serem usados já nos dois próximos anos.

Treze regiões nas quais o desemprego juvenil é epidêmico serão priorizadas, em especial na Grécia, onde 62% dos jovens não têm trabalho. O país é o recordista europeu da falta de vagas para menores de 25 anos, seguido da Espanha, com 56%, e de Portugal, com 42%. Em todo o bloco, o número de jovens inativos chega a 5,7 milhões, mas a desigualdade é grande. Países como a Alemanha estão perto do pleno emprego, com só 7% fora do mercado de trabalho.

"Nós temos consciência do perigo de ver uma geração sacrificada", reconheceu o vice-presidente da Comissão Europeia, Maros Sefcovic.

Segundo a autoridade, foi necessário negociar com a Alemanha, que impunha condições. As discussões devem prosseguir nos próximos meses visando a liberação de mais recursos, já que é consenso entre os líderes políticos que o valor anunciado até aqui será insuficiente para resolver o problema.

Os recursos serão empregados para implantar nos países beneficiados o modelo já em vigor na Alemanha e na Áustria, baseado em programas de aprendizagem e na alternância de postos, de forma a possibilitar que todos os jovens passem pela formação profissional. Até mesmo a França, país que tem 25% de jovens desempregados, vai investir € 600 milhões na reprodução do modelo, que deverá beneficiar 300 mil pessoas, segundo anunciou o presidente François Hollande.

A reunião de chefes de Estado e de governo também decidiu acelerar a liberação de recursos do Banco Europeu de Investimentos para financiar PMEs. Segundo o documento final da cúpula, "o Conselho Europeu pedirá ao BEI que implemente seu plano visando a aumentar os empréstimos dentro da UE em ao menos 40% no período 2013-2015". Para tanto, a instituição receberá um aporte de € 10 bilhões dos países do bloco.

Sistema financeiro. Apesar do acordo sobre o estímulo ao emprego, a cúpula resultou em poucos avanços em termos de governança unificada. Na última semana, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, anunciou que passaria a apoiar a proposta de Hollande de unificar a gestão econômica sob a batuta de um coordenador da zona do euro, mas na prática nenhuma medida concreta foi selada ontem. O maior avanço aconteceu na união bancária. Os chefes de Estado e de governo terão de chegar a um acordo até o fim de 2013 sobre o funcionamento da gestão integrada do sistema financeiro. / COM AFP E REUTERS

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