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Os veterinários europeus não se convenceram sobre garantias brasileiras para o controle fitossanitário dos produtos nacionais e pediram mais tempo para dar um sinal verde às carnes, frutas e outros alimentos exportados pelo Brasil. Nesta quarta-feira, em Bruxelas, veterinários dos 25 países da União Européia (UE) se reuniram para tratar da situação do Brasil. Sem uma conclusão diante da resistência de alguns especialistas, um novo encontro foi agendado para o fim do mês. Por enquanto, portanto, as carnes de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná continuarão embargadas por causa da aftosa. A Comissão Européia, braço executivo do bloco, sugeriu que o embargo às carnes fosse mantido nos três Estados, mas que não atingisse outros locais. A Comissão também sugeriu que novos testes sejam exigidos para que o pescado brasileiro entre no mercado. Mas deu a entender que o controle de resíduos em frutas e carnes estava aprovado. Para que as propostas sejam adotadas, os 25 veterinários, cada um de um país do bloco, devem dar seus votos. Pelo debate que foi conduzido nesta quarta, porém, alguns especialistas levantaram dúvidas em relação à capacidade do Brasil de garantir qualidade européia na produção e pediram mais tempo para estudar o caso. De fato, o governo da Irlanda chegou à constatação de que o controle de resíduos no País não era satisfatório. O Ministério da Agricultura do país chegou a receber um pedido do setor privado para que o caso fosse levado ao Tribunal Europeu se a Comissão Européia se recusasse a impor novas barreiras sobre os produtos brasileiros. "Temos preocupações em relação a certos produtos e podemos tomar algumas medidas. Mas decidimos adiar por enquanto as decisões", afirmou Phillip Tod, porta-voz da área da Comissão Européia encarregada da defesa da saúde do consumidor. Um dos fatores que pode estar atrasando uma decisão dos veterinários é o Brasil ter enviado as informações solicitadas pela UE no último dia útil de agosto, prazo final dado pelos europeus para que Brasília desse alguma explicação sobre a situação no País. Diplomatas brasileiros em Bruxelas evitaram o pior avisando o Ministério da Agricultura da necessidade das informações. Caso contrário, o embargo entraria em vigor no primeiro dia de setembro. Nos próximos dias, enquanto os veterinários europeus estudam a situação no País, o setor privado promete fazer pressão por barreiras. Isso porque o problema fitossanitário acaba se tornando uma justificativa para que os europeus tentem impedir a concorrência brasileira. Itália, Holanda e Reino Unido estão entre os cinco maiores destinos das exportações nacionais de carnes no mundo. Novas barreiras, portanto, poderiam afetar diretamente a balança comercial em 2006. Entre janeiro e julho, as exportações de carne bovina chegaram a US$ 2 bilhões, 15% a mais que o mesmo período de 2005.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2006 | 16h10

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