UE não deve retaliar sobretaxas dos EUA ao aço

A União Européia provavelmente vai deixar de lado ou desistir completamente da retaliação às sobretaxas norte-americanas ao aço importado e aos incentivos fiscais dos EUA para exportação, disse o presidente do Parlamento Europeu, Pat Cox. Segundo ele, o governo de George Bush tem mostrado flexibilidade ao excluir alguns produtos de aço europeus das sobretaxas impostas em março e está apoiando alterações à política fiscal para exportações. "Um progresso considerável tem sido feito para isentar uma parcela significativa do setor de aço europeu de alguns dos mais severos efeitos do protecionismo comercial", disse Cox na cúpula de negócios EUA/Irlanda. No mês passado, o governo dos EUA isentou cerca de 25% das importações de aço atingidas pelas salvaguardas, e desde março a Comissão de Comércio Internacional do país tem votado contra diversas propostas por tarifas antidumping sobre produtos siderúrgicos. Os produtores de aço dos EUA têm de fazer sua parte na reestruturação do setor siderúrgico global, destacou Cox. Executivos de siderúrgicas norte-americanas se reuniram esta semana com o secretário de Comércio dos EUA, Don Evans, para discutir o progresso na racionalização de sua produção. Evans afirmou ontem que os produtores de aço estão "fazendo progressos" em se reestruturarem dentro dos prazos de vigência das salvaguardas, que devem expirar em março de 2005."A União Européia não vai correr para impor sanções e não vai levantá-las antes de novembro", disse Cox. De acordo com ele, os líderes europeus preferem que os EUA mudem sua política fiscal para as exportações a levantar US$ 4 bilhões por ano em tarifas retaliatórias aprovadas na semana passada pela OMC.Tribunal de ComércioA Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC na sigla em inglês) votou hoje por enviar o caso de aço plano de volta para o Tribunal de Comércio Internacional dos EUA. Em novembro de 2000, o ITC decidiu a favor de manter as tarifas antidumping sobre produtos de aço carbono plano resistente à corrosão da Alemanha e França. Os produtores desses países, contudo, recorreram da decisão junto ao Tribunal de Comércio Internacional, argumentando que o ITC deixou de analisar ou de refutar as evidências. O tribunal concordou e enviou uma carta de volta para revisão do ITC em 19 de julho. O ITC deverá encaminhar sua decisão de novo ao tribunal até 18 de setembro, disse o porta-voz, Peg O´Laughlin.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2002 | 16h16

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