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UE não fará novas ofertas na OMC, mas promete flexibilidade

O comissário de Comércio da União Européia (UE), Peter Mandelson, afirmou que não apresentará uma nova oferta nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas que o bloco deve se mostrar flexível para que o processo avance em direção a um compromisso. "Não fiz uma nova oferta e não se trata de fazer uma", disse, em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal francês Le Monde.No entanto, Mandelson afirmou que o mandato que lhe foi dado pelos 25 países da UE é "razoável". "Todo o mundo conhece nossos limites, e nesse marco disponho do direito de iniciativa para agir. Tenho margem de flexibilidade", afirmou.Em relação aos Estados Unidos, o comissário europeu acredita que o presidente George W. Bush "se comprometeu em favor de um acordo", mas "o Congresso está menos convencido e presta mais atenção nas questões agrícolas".Protecionismo Mandelson considera que o protecionismo - que classifica como uma "ameaça" para obter um acordo sobre a liberalização comercial - "é mais perceptível nos Estados Unidos do que na Europa".O papel da China "torna as coisas mais delicadas" devido à vantagem competitiva do gigante asiático conferida pelo baixo custo de sua mão-de-obra. O país asiático tem "uma capacidade de exportação fenomenal". "Alguns países emergentes e os países em desenvolvimento temem que a abertura de mercados beneficie antes de mais nada a China", observou.Mandelson alertou que é preciso obter avanços na negociação até o final do mês se os países que negociam na OMC quiserem fechar um acordo definitivo este ano, pois as eleições do segundo semestre em países chave, como os Estados Unidos e o Brasil, podem pôr em perigo a Rodada de Doha.

Agencia Estado,

13 de junho de 2006 | 14h27

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