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UE notifica retenção de carne brasileira

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) diz que a notificação da presença da bactéria E.coli em lotes da carne brasileira vendida à União Europeia não significa necessariamente devolução da mercadoria.

SUZANA INHESTA, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2013 | 02h06

Em nota, a entidade informa que neste ano duas cargas de carne bovina brasileira foram retidas e notificadas no Sistema de Alerta Rápido para Alimentos da União Europeia (Rapid Alert System for Food and Feed ou Rasff) pela presença da bactéria E.Coli - uma em 19 de fevereiro e a outra no dia 10 de abril. "A notificação no Rasff não significa necessariamente a devolução da carga. A ação tomada depende de análises posteriores à notificação. Anteriormente, somente em 2009 houve uma notificação de E. coli para carne bovina brasileira", disse a associação.

A Abiec também comentou que outras duas notificações foram registradas em Roterdã, na Holanda, mas atribuiu o fato à mudança de metodologia e ao escopo das análises aplicadas para E.coli pela autoridade veterinária holandesa. Segundo a entidade, a mudança de metodologia é decorrente do grave surto de E.coli ocorrido no ano passado na Europa quando diversas mortes e problemas de saúde foram registrados pelo consumo de verduras contaminadas.

"Essa nova metodologia não é harmonizada entre os países-membros da UE, não tem bases científicas sólidas, não é elaborada com análise de risco definida e não é aplicada na Europa como é aplicada na carne importada", disse a Abiec. Além do Brasil, conforme a associação, Austrália, EUA, Argentina e Uruguai fazem duras críticas à metodologia.

"A Abiec pretende ainda sugerir formalmente ao Ministério da Agricultura que seja implantado no Brasil um sistema de alerta para vistoria e análise de produtos importados, como forma de garantir a equivalência no tratamento sanitário dispensado ao Brasil por seus parceiros comerciais."

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