UE pede 'confiança' para superar obstáculos entre bloco e China

Bloco critica protecionismo do país asiático e lamenta problemas envolvendo as exportações europeias

EFE,

09 de setembro de 2009 | 10h37

A comissária de Comércio da União Europeia (UE), Catherine Ashton, pediu às autoridades chinesas "confiança" para superar os crescentes "obstáculos intangíveis" nas trocas entre o bloco europeu e a China.

 

Em discurso na Universidade de Negócios Internacionais e Economia de Pequim (UIBE, em inglês), a responsável europeia lembrou que a UE é o maior parceiro comercial do gigante asiático e disse que o comércio bilateral total foi de 326 bilhões de euros (US$ 472 bilhões) em 2008.

 

No entanto, lamentou os problemas envolvendo as exportações europeias na China, entre os quais citou a violação de direitos de propriedade intelectual e outros impedimentos regulamentares.

 

"Os obstáculos no comércio entre a UE e China são cada vez mais intangíveis. Há barreiras não tarifárias que aparecem de diversas tradições e padrões", afirmou Ashton.

 

A comissária disse que a economia europeia "permanece firme contra o protecionismo" e já está plenamente aberta aos produtos chineses.

 

"O fato de que a UE seja o maior destino das exportações chinesas e que a China seja a principal fonte de importações europeias mostram o grau de nossa abertura", disse.

 

Em contraposição, Ashton criticou a China por seu protecionismo, indicando que a UE ainda vende mais produtos à Suíça, com apenas 10 milhões de habitantes, do que à China, com mais de 1,3 bilhão.

 

Apesar do bom desenvolvimento das relações econômicas, no ano passado, a China e a UE mantiveram sérias tensões políticas, sobretudo durante a Presidência rotativa francesa.

 

Em dezembro, Pequim cancelou uma cúpula China-UE para mostrar sua insatisfação por causa de uma reunião entre o presidente da França, Nicolas Sarkozy, então presidente rotativo da UE, e o dalai lama.

 

Por este motivo, em seu discurso de hoje perante os universitários, Ashton pediu a Pequim que retome a confiança plena entre ambas as partes.

 

"A confiança é vital, porque acredito firmemente que o futuro do comércio internacional está mais nas relações do que nas fórmulas matemática usadas para determinar as tarifas no passado", concluiu. EFE

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