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UE pedirá que Japão e EUA cortem déficit

A União Europeia vai pedir nesta semana que a China aumente sua demanda doméstica e que os Estados Unidos e o Japão contenham seus déficits, como parte dos esforços globais para reequilibrar o crescimento, mostrou um documento da UE.

JAN STRU, REUTERS

19 de setembro de 2011 | 14h12

Os líderes financeiros do G20 reúnem-se em Washington nesta semana para um encontro que deve ser dominado pelo tema dos riscos ao crescimento mundial e a crise na zona do euro.

O documento, obtido pela Reuters, determina as prioridades do bloco de 27 países para as delegações do G20.

"As economias com amplos superávits e déficits externos precisam tomar medidas apropriadas para assegurar o reequilíbrio da demanda global", afirmou o documento.

"Os planos de consolidação empreendidos na maioria dos países da UE, Estados Unidos e Japão precisam ser acompanhados de políticas apropriadas em outras regiões do mundo, para evitar uma compressão indesejável da demanda global."

Para evitar isso, países com superávits externos devem impulsionar suas demandas domésticas.

"Nesse contexto, o G20 deve focar no papel que os regimes cambiais, e em particular a taxa do iuan, devem ter nesse reequilíbrio do crescimento mundial."

Para envolver mais a China na governança econômica global e refletir seu crescente poder, têm havido discussões para a inclusão do iuan na cesta de moedas que formam os Direitos Especiais de Saque (SDR) --uma moeda artificial do FMI.

Economias avançadas defendem que o iuan precisa ser conversível para juntar-se à cesta.

Mas o tom do documento da UE parece mais ameno, informando que as moedas que irão se juntar à cesta precisam preencher requisitos "significativos" e não requisitos totais de conversibilidade.

REEQUILIBRANDO A DEMANDA

Ao permitir que sua moeda suba, a China também permite que outras moedas asiáticas se elevem, aumentando a demanda doméstica. Isso pode compensar a menor demanda das economias avançadas conforme seus governos reduzem gastos. Em encontro realizado em Toronto (Canadá), em junho de 2010, o G10 concordou em reduzir os déficits orçamentários pela metade até 2013.

"A UE considera que o G20 deveria focar... na consolidação fiscal, seguindo os compromisso de Toronto e, em particular, a necessidade de Estados Unidos e Japão adotarem planos críveis de consolidação fiscal de médio prazo", afirmou o documento.

A própria UE tem consolidado sua política fiscal para recuperar a confiança dos mercados. "A consolidação fiscal é uma prioridade para todos os países da UE."

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