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UE pode mudar plano de redução de subsídios agrícolas

A Comissão Européia afirmou hoje que está disposta a reconsiderar o controverso plano de limitar os altos subsídios destinados aos maiores fazendeiros. Trata-se de uma parte do projeto que pretende rever os generosos apoios concedidos pelo bloco ao setor agrícola. Por esta proposta, apresentada na semana passada, fazendeiros que recebessem apoio superior a 100 mil euros sofreriam um corte no valor do subsídio.Depois das duras críticas de representantes do Reino Unido e da Alemanha, a comissária agrícola da União Européia, Mariann Fischer Boel, afirmou que poderia revisar a proposta inicial. A revisão ocorreria para desencorajar que os produtores dividam suas propriedades com o intuito de verem seus subsídios limitados. "Se o único resultado de uma redução do pagamento direto para os grandes proprietários for gerar muita renda para advogados locais, irei reconsiderar", disse a comissária. "Tenho certeza de que encontraremos uma solução", disse ela a jornalistas durante um encontro de ministros europeus na semana passada.Londres e Berlim têm liderado a oposição à proposta de redução, que poderia atingir, especialmente, aristocratas proprietários de terra na Grã-Bretanha e cooperativas ex-comunistas no leste da Alemanha. RevisãoNa semana passada, a comissão deu início à revisão das políticas agrícolas praticadas pelo bloco. Entre as propostas em estudo, estão a redução progressiva das cotas para o leite, avaliação de regras sobre a propriedade de terras e a adoção de preço mínimo para cereais, além da redução dos subsídios concedidos aos fazendeiros. A partir desta revisão, que deve durar seis meses, a comissão deve apresentar novas propostas até o final de março. A partir daí, os Estados membros e representantes do parlamento europeu devem decidir sobre o rumo das reformas, no segundo semestre de 2008, período em que a França - que recebe a maior parte dos subsídios europeus - deixa a presidência do bloco. Os gastos com subsídios absorvem 40% do orçamento da UE e têm se transformado em fonte de conflito dentro do bloco nos últimos anos.

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