UE pode usar biocombustível sem elevar preços, diz comissário

Bloco poderia adotar plano para biocombustíveis sem aumentar o custo dos alimentos e prejudicar as florestas

Reuters,

12 de abril de 2008 | 15h42

A União Européia (UE) pode alcançar a meta de adição de biocombustíveis aos combustíveis tradicionais sem aumentar a pressão para a elevação dos preços dos alimentos e sem prejudicar as florestas tropicais, disse o comissário de Meio Ambiente do bloco, Stavros Dimas, neste sábado, 12. Os líderes da UE estipularam no ano passado que os combustíveis fósseis empregados no transporte devem possuir 10% de biocombustíveis em sua composição até 2020, numa tentativa de conter o aquecimento climático. No entanto, os ministros debatem atualmente sobre como evitar contrapartidas indesejáveis provocadas pela medida, como a competição por terras destinadas à agricultura, além do desmatamento.   Veja também:    Debate sobre biocombustível deve ser feito com fatos, diz Lula  Brasil e Holanda firmam acordo na área de biocombustíveis  Consumo de álcool supera o de gasolina no Brasil após 20 anos Cientistas da Agência Ambiental Européia, órgão de consultoria da UE sobre o meio ambiente, recomendaram na quinta-feira que a meta seja reduzida. Dimas, no entanto, continuava otimista em relação ao objetivo inicial. "É bem-intencionado. Existindo a condição da sustentabilidade, acho que está perfeitamente correto", disse o comissário durante uma reunião de ministros na Eslovênia. A Comissão Européia propôs em janeiro alguns critérios de sustentabilidade para os biocombustíveis, como a necessidade de reduzirem em 35% as emissões de gases-estufa e não ameaçarem áreas florestais. Outro critério que deve ser acrescentado incluía um corte de emissões de entre 40% e 50% em comparação com a gasolina, segundo várias fontes próximas ao assunto no sábado. O ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, também mostrou otimismo em relação ao cumprimento das metas. "Podemos cumprir o alvo de 10 por cento por meio da produção na União Européia (e com importações)... que não levem a um conflito com os alimentos ou as florestas."

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