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UE prevê crescimento menor na Europa em 2008 e 2009

O crescimento econômico na União Européia (bloco econômico composto por 27 países europeus) deve desacelerar de forma acentuada no próximo ano, previu a Comissão Européia, ressaltando que fatores como a turbulência recente nos mercados financeiros, o enfraquecimento dos EUA e os preços crescentes do petróleo estão afetando o desempenho das economias no continente. A Comissão, braço executivo da UE, afirmou que espera que a região cresça 2,4% em 2008 e 2009, abaixo da taxa de expansão deste ano de 2,9%. Para a zona do euro (13 países europeus que compartilham a moeda), o crescimento deve desacelerar para 2,2% em 2008 e 2,1% em 2009, da taxa deste ano de 2,6%.A Comissão já previa uma desaceleração no ano que vem, mas as previsões divulgadas hoje mostram que a economia deverá se enfraquecer ainda mais do que o projetado anteriormente. Em maio, antes do início da crise com as hipotecas de segunda linha (subprime) nos EUA, a Comissão previu crescimento de 2,5% na zona do euro e de 2,7% na União Européia para 2008."Nuvens começaram a se juntar claramente no horizonte com a turbulência deste verão (no hemisfério Norte) nos mercados financeiros, a desaceleração dos EUA e os preços ascendentes do petróleo. Como resultado, o crescimento econômico deve se tornar mais moderado e os riscos de baixa aumentaram visivelmente", declarou Joaquin Almunia, principal autoridade econômica da Comissão Européia.MoedaA Comissão minimizou o impacto econômico corrente do euro fortalecido, que opera acima de US$ 1,47 e vem batendo recordes sucessivos. O órgão alertou, no entanto, que o aprofundamento da queda do dólar poderá atingir as economias européias. Formuladores de política europeus, incluindo Almunia e o presidente do Banco Central Europeu (BCE) Jean-Claude Trichet, pediram aos EUA que busquem um dólar forte. A Comissão destacou em suas projeções que a taxa de câmbio "desalinhada" persiste.Com relação à inflação, a Comissão disse que espera que o índice de preços na zona do euro atinja 2,4% nos próximos meses, acima do teto do BCE de 2%. O órgão não disse como espera que o BCE mova as taxas de juros nos próximos meses, mas ressaltou que prevê que a inflação desacelere para 2% em meados no próximo ano. As informações são da Dow Jones.

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