coluna

Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

UE prorroga prazo de ajuda às companhias aéreas

A Comissão da União Européia (UE) anunciou que autorizará os países a prorrogarem a ajuda de emergência às companhias aéreas até o final de junho. O seguro contra risco de terrorismo e guerra apoiado pelos governos, que teve início após os atentados de 11 de setembro, estava programado para terminar no final de maio. Várias seguradoras privadas, lideradas pela alemã Allianz AG Holding, estão propondo seus próprios projetos, mas a Comissão afirmou que a indústria ainda necessita de ajuda do governo."Daremos tempo à indústria aérea para criar seu próprio fundo mútuo de seguro", disse Gilles Gantelet, porta-voz dos transportes da Comissão. "Não deixaremos as companhias aéreas européias indefesas perante os EUA". Desde 11 de setembro, as companhias áreas norte-americanas receberam um pacote de US$ 15 bilhões, que incluía US$ 5 bilhões em dinheiro e US$ 10 bilhões em garantias de empréstimo e reembolsos de seguro.O governo norte-americano também concordou em auxiliar as operadoras dos EUA a criarem a sua própria seguradora, chamada Equitime, para cobrir riscos futuros. As companhias aéreas européias estão promovendo um programa semelhante chamado Eurotime. Segundo esse plano, as seguradoras privadas assumiriam os primeiros US$ 150 milhões em perdas. O fundo mútuo das companhias então cobriria um passivo de até US$ 1,5 bilhão, com os governos efetuando garantias contra prejuízos maiores.A Associação da Companhias Aéreas Européias disse que o Eurotime poderá vigorar provisoriamente até junho, caso os governos concordem. Sem o seguro total, as empresas afirmam que serão forçadas a interromper os serviços, pois as companhias de leasing não as permitirão operar aviões que são cobertos em apenas US$ 50 milhões. Loyola de Palacio, comissário dos Transportes da UE, deverá se reunir na quarta-feira com Leo Van Wijk, executivo-chefe da KLM Royal Dutch Airlines e chairman da Associação de Companhias Aéreas Européias.Apesar do apelo do setor aéreo e do aparente apoio da UE, alguns países favorecem a idéia de as companhias aéreas desligarem-se da ajuda do governo. Eles afirmam que seguradoras privadas tais como a Allianz, por exemplo, fornecerão até US$ 1 bilhão em cobertura de seguro por avião e US$ 2 bilhões por companhia aérea por ano.

Agencia Estado,

27 de maio de 2002 | 11h49

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.