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UE quer lei mais rígida para emissão de gás dos veículos

A União Européia (UE) ameaça os fabricantes de automóveis da região e poderá impor uma lei para que as emissões de gás dos carros sejam reduzidas obrigatoriamente nos próximos dois anos. Por um acordo voluntário de 1999 entre as autoridades de Bruxelas e as montadoras estabelecidas na Europa, ficou acertado que o continente reduziria suas emissões de CO2 nos veículos em 25% até 2008. Até este ano, a queda foi de apenas 12%. A UE, portanto, decidiu fazer um último apelo para que os fabricantes se comprometam a realizar a redução de emissão que acertaram. Caso contrário, uma lei será criada para exigir que isso ocorra e que penalidades sejam colocadas sobre as empresas. "Pedimos que as empresas acentuem seus esforços", disse Gregor Kreuzhuber, porta-voz do vice-presidente da UE, Gunter Verheugen. "Se não houver um respeito pelo compromisso acertado, não hesitaremos em criar uma lei", disse. Segundo a Comissão Européia, um carro fabricado no continente emite161 gramas de Co2 por quilômetro, volume ainda considerado alto para as metas estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto. Os europeus se comprometeram a reduzir até 2012 a emissão de gás em 8% em relação aos níveis registrados em 1990. Os carros japoneses e coreanos também teriam de cumprir o acerto fechado no final dos anos 90, mas teriam até 2009 para chegar aos níveis que os fabricantes europeus precisariam registrar em dois anos. Para os especialistas, não há como conseguir realizar esse objetivo sem que as emissões dos veículos sejam diminuídas de forma substancial. As estimativas são de que, na Europa, os carros são responsáveis por 10% do total das emissões de Co2. A indústria automotiva européia reagiu de forma dura contra a ameaça das autoridades e, segundo a entidade que representa as montadoras em Bruxelas, ainda é cedo para falar na imposição de uma lei, dois anos antes do prazo estabelecido pelo acordo para a redução das emissões.

Agencia Estado,

29 de agosto de 2006 | 16h18

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