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UE questiona competência de agências de risco

Investidores responsabilizam instituições por terem dado notas boas a fundos de alto risco

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2018 | 00h00

A Comissão Européia, órgão executivo da União Européia (UE), anunciou ontem que examinará, com lupa, o papel das agências de classificação de risco na quebra do mercado de hipotecas de risco (subprime) nos Estados Unidos, causa da atual turbulência nos mercados financeiros. Muitos investidores e analistas responsabilizam essas agências por não terem previsto a crise e acionado o alarme.O presidente francês, Nicolas Sarkozy, enviou carta aos líderes do grupo dos sete países mais ricos ( o G-7), alertando para a necessidade de analisar a transparência e solidez dos mercados financeiros.Essas agências, encarregadas de avaliar a saúde financeiras de empresas e países, são acusadas de terem atribuído os melhores conceitos aos bancos e fundos que se apóiam em créditos hipotecários de alto risco. Dessa forma, estimularam investidores a jogar dinheiro nessas instituições.Entre as agências a serem avaliadas estão a Standard & Poor?s e a Moody?s , cujos analistas são encarregados de avaliar o endividamento das empresas.O comissário europeu do Mercado Interior, Charly McCreevy, chegou a pedir uma reunião, em setembro, com o presidente do Comitê Europeu de Reguladores do Mercado de Valores Mobiliários (CERVM), que reúne as autoridades de vigilância do setor nos 27 países membros da União Européia. Bruxelas quer examinar a governança, os conflitos de interesse, o financiamento, a atuação e a qualificação das agências para o trabalho de avaliação de risco. Em que pese o grande impacto de suas notas e análises do mercado financeiro, essas agências são freqüentemente criticadas por serem remuneradas pelas próprias instituições que se submetem às suas avaliações. "O problema está relacionado com a relativa lentidão das agências em considerar, nas avaliações, sinais de presságios de crises", comentou um executivo da Comissão Européia. Segundo ele, alguns sinais eram evidentes já em 2006 em instituições de crédito imobiliário de risco. O executivo não propõe a regulamentação das agências, mas diz que a hipótese não está descartada.Outro executivo da UE, citado pelo Financial Times, assegurou que, "se as agências de risco acham que as coisas continuarão como antes, se enganam. Essa fonte deplorou o fato de a Standard & Poor?s e a Moody?s terem esperado até a primavera de 2007 para rebaixar as notas de sociedades de créditos hipotecários de risco.

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