UE reconhece necessidade de mecanismo de socorro aos países

BRUXELAS

EFE, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2010 | 00h00

A União Europeia (UE) reconheceu a necessidade de iniciar um mecanismo permanente para qualquer país da zona do euro enfrentar eventuais problemas de insolvência, informaram ontem fontes do bloco.

Os governantes europeus não decidiram, por enquanto, se esse mecanismo requer ou não a reforma do Tratado de Lisboa, como propõe a Alemanha.

Em relação ao assunto, os chefes de Estado e governo da UE devem encarregar o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, de "explorar" as questões jurídicas necessárias para colocá-lo em andamento.

Van Rompuy deverá trabalhar rapidamente para apresentar um relatório aos líderes europeus na cúpula de dezembro, para que o mecanismo permanente esteja pronto antes de 2013.

Nessa data expira a "facilidade" financeira temporária criada em maio, quando a crise da dívida pública na Grécia ameaçou arrastar outros países como Espanha, Irlanda e Portugal.

A operação do mecanismo de resgate deve ainda ser definido, em aspectos como qual seria o papel reservado aos credores privados em caso de insolvência e qual participação teria o Fundo Monetário Internacional.

Antes de participar da cúpula, a chanceler alemã, Angela Merkel, explicou que a zona do euro necessita de "um procedimento que envolva também os bancos e os fundos de investimento", para que "o contribuinte não arque com toda a responsabilidade".

Fontes da UE explicaram que existe um consenso entre os 27 membros do bloco sobre a participação do setor privado, mas tem a oposição do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.

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