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UE recua e retira última proposta de abertura do mercado agrícola

Um grupo de países europeus liderados pelo governo da França pede que a União Européia (UE) não faça nenhuma nova concessão para a abertura de seu mercado agrícola. Reunidos nesta segunda-feira em Bruxelas, representantes dos 25 países do bloco debateram a estratégia européia nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), suspensas desde julho. A Comissária de Agricultura da Europa, Mariann Fischer Boel, surpreendeu ao deixar claro que a proposta de flexibilidade no corte de tarifas proposto pela UE nos últimos dias das negociações antes de serem interrompidas não estava mais sobre a mesa. Mesmo assim, as autoridades francesas alertaram que não estão satisfeitas com as últimas declarações do comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, que teria mostrado flexibilidade nos debates com Brasil, Estados Unidos e Índia. Os europeus haviam proposto cortes de suas tarifas de importação de pouco menos de 39%. O Brasil defende um corte médio de 53% e, nas reuniões em Genebra em julho, a UE insinuou que poderia aceitar uma redução de 51%. Mas condicionou essa medida a cortes significativos dos subsídios americanos. Como Washington não aceitou a redução de seu apoio aos produtores e exigiu mais dos europeus, o processo foi suspenso por falta de acordo. A Casa Branca vem insistindo que, para que possa retomar o processo, os europeus precisam fazer novas concessões. Mas os franceses deixaram claro ontem que a oferta feita por Bruxelas era o máximo que poderia ter sido apresentado. Segundo os representantes de Paris, não há agora porque colocar sobre a mesa de negociações uma nova proposta de forma unilateral.O governo italiano também apoiou as idéias francesas e sugeriu que a Europa "esperasse as condições certas para retomar o processo". Em outras palavras, Roma pede que o bloco não se antecipe na apresentação de um novo pacote de cortes. Os irlandeses também pediram que a Europa não fizesse nenhum novo sinal de flexibilidade e que alertasse aos demais parceiros que o bloco já havia chegado a seu "limite". Os governos da Áustria, Hungria, Polônia e Chipre apoiaram o ponto de vista francês, enquanto a Espanha pediu transparência por parte dos negociadores. Fischer-Boel explicou aos países do bloco que não precisariam se preocupar, pois uma retomada do processo estaria sendo prevista para apenas o início de 2007. Segundo ela, isso se os democratas não venceram as eleições legislativas nos Estados Unidos, já que isso acabaria atrasando o debate no governo americano sobre como deveriam reagir a novas aberturas comerciais. Para a comissária, se um acordo não for concluído até meados do ano que vem, o processo somente conseguiria ser retomado em 2009. Ela ainda deixou claro que a proposta que a UE considera como válida é a de outubro de 2005, que previa um corte bem abaixo do que Bruxelas indicou em julho deste ano.

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