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UE tenta enquadrar bancos

Pagamento de bônus é discutido em três países

Andrei Netto, O Estadao de S.Paulo

25 de agosto de 2009 | 00h00

A Europa volta a discutir nesta semana a regulamentação internacional sobre a remuneração dos operadores de mercado. O tema será alvo de uma reunião, hoje, em Paris, entre o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a Federação dos Bancos Franceses, na qual se buscará uma solução para enquadrar o bônus variável dos traders. O objetivo da União Europeia - liderada pela França, Alemanha e Reino Unido - é levar uma proposta comum sobre o tema à cúpula do G-20, em Pittsburgh, nos Estados Unidos.A reunião entre Sarkozy e os banqueiros franceses será a sétima realizada desde a falência do banco norte-americano de investimentos Lehman Brothers, em setembro passado. A discussão sobre a remuneração dos traders foi reaberta desde que o jornal Libération divulgou que o banco BNP Paribas, beneficiário de ? 5,1 bilhões em empréstimos subsidiados do Estado para enfrentar a crise, reservou ? 1 bilhão em bônus para distribuir a seus operadores em 2009.Na reunião, governos e banqueiros devem fixar um teto de 66% remuneração variável no total dos ganhos dos traders. Segundo a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, o objetivo é "erradicar" a "corrida aos bônus nos bancos". Ontem, a Federação dos Bancos Franceses propôs ao governo o aumento do intervalo entre a constatação do lucro de uma operação e o pagamento dos prêmios, medida que deve ser analisada hoje. Para o economista Christian de Boissieu, presidente do Conselho de Análise Econômica (CAE) da França, a medida servirá como uma satisfação dada pelos bancos ao Palácio do Eliseu, que emprestou ? 30 bilhões às instituições do país desde o início da crise.Além da França, o Reino Unido e na Alemanha, os maiores centros financeiros do continente, também vêm adotando princípios éticos para a distribuição de bônus. Em junho, a Autoridade de Serviços Financeiros (FSA), de Londres, já havia publicado um código de conduta, obrigando os bancos a informá-la, até outubro, sobre suas políticas de remuneração.Na Alemanha, a Autoridade Federal de Supervisão de Finanças (BaFin) anunciou que, a partir de 2010, a remuneração dos operadores será atrelada a resultados de longo prazo, e não apenas anuais.

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