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UE vai criar plano permanente de resgate

Reunidos em Bruxelas, líderes dos 27 países membros da UE garantiram que farão o que for necessário para salvar a economia do bloco

, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2010 | 00h00

Os 27 líderes da União Europeia (UE) decidiram ontem pela criação de um fundo permanente, a partir de 2013, para evitar a quebra de qualquer país da zona do euro. Os integrantes da UE garantiram que estão preparados para fazer o que for necessário com o objetivo de salvar a economia do continente.

"Nós devemos estar prontos para fazer o que for necessário para garantir a estabilidade da zona do euro", afirmou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, no primeiro dos dois dias do encontro. Ele disse que somente 4% do atual fundo de resgate, estimado em 750 bilhões, foram utilizados desde maio, quando a Grécia recebeu uma ajuda financeira, e que o debate de aumentar o atual valor "não está na ordem do dia".

Rompuy concedeu entrevista somente após os líderes concordarem em criar o plano de resgate permanente. Os líderes ainda não decidiram detalhes sobre o plano, como, por exemplo, qual a quantia que cada país terá de depositar nele. "Devemos enviar uma mensagem clara e objetiva", disse a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, sobre os temores de quebra de algumas nações da zona do euro.

A pressão cresce sobre os países da Europa para que o déficit das nações em dificuldade seja sanado o mais rápido possível. As agências de classificação estão preocupadas, principalmente com a Grécia, onde ocorreram protestos contra a redução de gastos por parte do governo. Outro foco de preocupação é a Espanha que também enfrenta um alto endividamento.

Apesar da promessa do fundo, os investidores ainda cobram garantias de cada presidente de que os países permanecerão protegidos contra novos abalos financeiros. A definição do fundo é considerada um passo para a criação de mecanismo que dialogue com países que não conseguem pagar as suas dívidas.

O novo fundo, dizem os líderes, também poderá forçar credores privados a assumirem parte das perdas dos países em crise. Os ministros das Finanças dos 27 países da UE vão começar, agora, a trabalhar nos detalhes do fundo permanente, priorizando a quantia de dinheiro que cada país terá de colocar e quando os credores privados serão envolvidos no processo.

A criação do fundo permitirá que os países trabalhem pela estabilidade e defesa da zona do euro. Os países também serão submetidos a condições rigorosas para evitar que novas crises de endividamento, como as que estão ocorrendo atualmente, se repitam. "Hoje, é um grande dia para a Europa", afirmou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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