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UE vai detalhar união bancária em setembro

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), vai detalhar as propostas para um supervisor bancário da zona do euro em 12 de setembro, como parte da chamada união bancária para o bloco, um dia depois do previamente planejado, disse ontem o presidente da comissão, José Manuel Barroso.

NOVA YORK , O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2012 | 03h08

"A Comissão Europeia vai, em 12 de setembro, apresentar propostas para criar uma união bancária europeia", disse Barroso em discurso em Alpbach, na Áustria. Segundo ele, é o próximo passo concreto para criar confiança no futuro da zona do euro.

Anteriormente havia sido informado que as propostas seriam anunciadas em 11 de setembro. Os líderes da UE decidiram estabelecer um supervisor bancário numa cúpula em Bruxelas no fim de junho, uma de várias medidas acordadas para conter a crise da dívida que levou Grécia, Irlanda, Portugal e, mais recentemente, Chipre e Espanha a buscar resgates de credores internacionais para financiar suas economias ou seus sistemas bancários.

Questionada se o supervisor teria responsabilidade por todos os 27 Estados-membros ou apenas pelos 17 membros da moeda comum, Pia Ahrenkilde Hansen, porta-voz de Barroso, disse que seria principalmente para os membros da zona do euro, com uma opção para que seja estendida, acrescentando que os planos ainda estão em discussão.

FMI. O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que a Espanha não pediu nenhuma ajuda financeira, mas destacou que o progresso sobre uma união bancária e integração econômica pela União Europeia poderá melhorar a perspectiva para o país. "As previsões da Espanha serão ajudadas por um progresso adicional no âmbito europeu", disse o porta-voz do FMI, Gerry Rice, ao ser questionado se a oposição da Alemanha à compra de bônus de países-membros em dificuldades pelo Banco Central Europeu (BCE) estava prejudicando o futuro do euro.

Embora o FMI apoie a redução recente da taxa de juros pelo BCE, Rice afirmou que, "com a previsão de queda das pressões inflacionárias, nós acreditamos que há espaço para mais política monetária acomodatícia".

Membros do Fundo estão "ansiosos" pela orientação do BCE sobre o que pretende fazer em termos de apoio não convencional adicional", destacou o porta-voz.

O BCE afirmou que comprará bônus soberanos somente se um país-membro pedir socorro, e que faria uso dos fundos de emergência da UE e exigiria um rigoroso programa econômico.

O FMI também quer que a Europa aja mais rápido no desenvolvimento de uma união bancária, um sistema pan-euro de garantia de crédito e uma integração econômica mais profunda .

O primeiro-ministro espanhol resistiu até agora aos pedidos para que Madri busque um resgate mais amplo que os 100 bilhões já prometidos para ajudar os bancos do país.

"Nós não estamos trabalhando sobre um plano de ajuda financeira" para a Espanha, reiterou Rice. "Quanto à possibilidade de que uma ajuda financeira europeia deva ser usada, isso é uma questão para as autoridades espanholas", disse Rice. / DOW JONES NEWSWIRES

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