UE vai discutir proibição de vendas a descoberto

A Comissão Europeia respondeu à proibição unilateral implementada pela Alemanha às posições vendidas a descoberto, uma prática do mercado vista por alguns como pura especulação, e pediu uma coordenação de tal proibição em toda a União Europeia. "Essas medidas serão mais eficientes se forem coordenadas no nível europeu", disse Michel Barnier, comissário europeu para regulação financeira, acrescentando que a questão será discutida em uma reunião de ministros de Finanças da União Europeia na sexta-feira. Vendas a descoberto acontecem quando o negociador vende um contrato futuro de um ativo sem possuí-lo, apostando na queda do valor para lucrar na transação no dia do vencimento.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

19 de maio de 2010 | 08h54

"É importante que Estados membros ajam conjuntamente e que nós preparemos um regime europeu para evitar arbitragem regulatória e fragmentação na União Europeia e globalmente", afirmou Barnier. Segundo ele, a Comissão está examinando a questão de perto e planeja elaborar suas propostas para regulação dentro de algumas semanas, incluindo a exigência da divulgação de vendas a descoberto e restrições a posições vendidas a descoberto.

A medida alemã foi uma surpresa para alguns governos europeus. A ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, afirmou que seu país não foi consultado previamente. A França e alguns outros países afirmaram que não têm estudado uma proibição. A Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido não quis comentar se uma proibição similar à da Alemanha pode ser implementada no país. Em comunicado, a agência disse que a proibição não envolve as filiais de empresas alemãs que atuam no Reino Unido. Governos europeus têm culpado especuladores pelo aumento dos custos dos empréstimos por meio da venda massiva de bônus governamentais e CDS. As informações são da Dow Jones.

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